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Vídeo mostra central de golpes que funcionava na Faria Lima; veja

Operado por golpistas em uma das principais avenidas de São Paulo, o esquema envolvia cobranças falsas direcionadas principalmente a idosos.

Avatar do(a) autor(a): André Luiz Dias Gonçalves

schedule23/01/2026, às 15:30

A Polícia Civil de São Paulo realizou na quinta-feira (22) operação contra um grupo acusado de operar um esquema de cobranças falsas que mirava principalmente idosos. Durante a ação, os agentes fecharam a central de golpes que funcionava na Avenida Brigadeiro Faria Lima, na capital paulista.

Deflagrada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), a operação aconteceu na avenida considerada o “centro financeiro do país” e também em Carapicuíba, na Grande São Paulo, onde funcionava outra unidade da falsa central de cobrança. No total, 12 pessoas suspeitas de integrar a quadrilha foram presas.

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Veja o local onde funcionava a central de golpes na Faria Lima

Um vídeo de curta duração que circula no X, nesta sexta-feira (23), mostra os agentes do DEIC entrando na central de golpes que funcionava na Faria Lima. O esquema era mantido em uma sala de um prédio comercial da avenida, onde estava montada a estrutura do grupo.

  • A gravação exibe alguns servidores em funcionamento na sala, utilizados na operação do esquema;
  • Mesas com vários computadores e telefones utilizados para entrar em contato com as vítimas também aparecem no vídeo gravado pelos policiais que participaram da operação;
  • Conforme as investigações, a equipe que atuava na base abordava os alvos se passando por funcionários de empresas de cobrança;
  • Os falsos cobradores citavam a possibilidade de penhoras, bloqueios em contas e benefícios, além de protestos, induzindo as pessoas a realizar o pagamento.

Obtendo informações por meio de empresas que forneciam os dados ilegalmente, os golpistas enviavam uma grande quantidade de mensagens simulando ordens judiciais e bloqueios de CPF, fazendo as vítimas ligarem para a falsa central. Durante o contato, os operadores faziam ameaças para convencê-las a pagar dívidas inexistentes.

Ainda conforme os investigadores, a estrutura do golpe envolvia a instalação de malware e ferramentas de monitoramento remoto nos celulares das vítimas. Os programas maliciosos eram instalados nos dispositivos a partir da abertura de anexos com cobranças fraudulentas enviados pelos operadores.

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