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Rússia pode enviar mísseis hipersônicos para a Venezuela

O que é o míssil Oreshnik? Saiba mais sobre a tecnologia por trás do míssil hipersônico que a Rússia pode enviar para a Venezuela.

Avatar do(a) autor(a): Felipe Vitor Vidal Neri

schedule05/11/2025, às 13:00

updateAtualizado em 05/11/2025, às 13:20

Em meio às tensões geopolíticas entre EUA e Venezuela, a Rússia pode enviar seus mísseis hipersônicos mais avançados ao país sul-americano.

Chamado de Oreshnik, o armamento já foi utilizado durante um ataque na Ucrânia em 2024, e uma investida em massa seria tão catastrófica quanto uma bomba nuclear.

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A ideia surgiu do vice-presidente da comissão parlamentar de defesa da Rússia, Alexei Zhuravlyov, sobre a possibilidade de enviar o armamento ao país aliado. O político também alertou que “os americanos podem ter algumas surpresas” e que não vê “Não vejo obstáculos para fornecer a um país amigo novos desenvolvimentos como o míssil Oreshnik ou, digamos, os mísseis Kalibr, que já provaram ser eficazes.”

Embora possa ser somente um blefe da Rússia, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, teria solicitado ajuda militar para o mandatário russo, Vladimir Putin. Maduro teria pedido um reforço nas vias aéreas do país, além da devolução dos aviões Sukhoi Su-30MK2 que já estão em posse da Venezuela e a aquisição de 14 conjuntos de mísseis, como aponta o The Washington Post.

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Rússia entende que o Oreshnik pode carregar ogivas convencionais e nucleares (Imagem: Olena Bartienieva/GettyImages)

Também foi reportado que Maduro disse à Putin que os caças Sukhoi eram a peça mais importante diante de alguma ameaça de guerra. O presidente da Venezuela também teria solicitado ajuda para outros países aliados, como China e Irã, para a expansão de suas capacidades militares.

O que é o míssil Oreshnik?

Apontando como o míssil hipersônico mais veloz da Rússia, o Oreshnik foi responsável por um ataque na cidade de Dnipro, na Ucrânia, em 21 de novembro de 2024. Esse é um míssil de médio alcance, com capacidade para viajar entre mil e três mil quilômetros, segundo dados do Centro de Controle de Armas e Não Proliferação.

  • As ogivas do míssil podem atingir alvos a uma velocidade de Mach 10, ou seja, de 2,5 a 3 km/s;
  • Vale apontar que ainda há poucos detalhes sobre as informações do míssil, extremamente difícil de ser interceptado;
  • Diferente de outros modelos, essa arma pode carregar várias ogivas em seu interior;
  • O ataque à Dnipro pode ter marcado a primeira vez que uma arma desse tipo foi usada em guerra;
  • Putin insiste que usar diversos desses mísseis em um ataque seria tão devastador quanto uma bomba nuclear;
  • É possível que o equipamento tenha sido criado pelo Instituto de Tecnologia Térmica de Moscou (MIT);
  • O desenvolvimento desse míssil deve ter começado a partir de 2020, pois foi em 2019 que um tratado que permitia a criação desses equipamentos expirou;
  • Chamado de Tratado INF, o acordo almejava reduzir as tensões militares na Europa;
  • Os mísseis Kalibr, também citados pelo político, são modelos de alta precisão disparados de navios, submarinos e caças.

A fala de Alexei Zhuravlyov ocorre em meio às recentes tensões entre a administração Trump e o governo da Venezuela em ações para acabar com o narcotráfico no país sul-americano. No fim de outubro, o Departamento de Guerra dos EUA enviou o maior porta-aviões do mundo para o mar do Caribe, representando uma ofensiva.

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Perguntas Frequentes

O que é o míssil hipersônico Oreshnik?
O Oreshnik é considerado o míssil hipersônico mais veloz da Rússia. Trata-se de um armamento de médio alcance, com capacidade de atingir alvos entre mil e três mil quilômetros de distância. Suas ogivas podem alcançar velocidades de até Mach 10 (cerca de 2,5 a 3 km/s), tornando-o extremamente difícil de ser interceptado. Ele pode carregar múltiplas ogivas, inclusive nucleares, e foi utilizado em um ataque à cidade de Dnipro, na Ucrânia, em novembro de 2024.
Por que a Rússia cogita enviar o Oreshnik para a Venezuela?
A possibilidade foi levantada por Alexei Zhuravlyov, vice-presidente da comissão parlamentar de defesa da Rússia, como resposta às tensões geopolíticas entre os EUA e a Venezuela. Ele afirmou que não vê obstáculos em fornecer armamentos avançados, como o Oreshnik ou os mísseis Kalibr, a países aliados como a Venezuela. A declaração também incluiu um alerta de que "os americanos podem ter algumas surpresas".
Qual é o contexto geopolítico por trás dessa possível aliança militar?
O cenário envolve tensões entre os EUA e a Venezuela, especialmente após ações norte-americanas contra o narcotráfico no país sul-americano. Em outubro, os EUA enviaram seu maior porta-aviões ao mar do Caribe, o que foi interpretado como uma ofensiva. Em resposta, o presidente venezuelano Nicolás Maduro teria solicitado apoio militar à Rússia, incluindo o envio de mísseis e reforço aéreo.
O míssil Oreshnik já foi usado em combate?
Sim. O Oreshnik foi utilizado em um ataque à cidade de Dnipro, na Ucrânia, em 21 de novembro de 2024. Esse episódio pode ter sido a primeira vez que uma arma hipersônica desse tipo foi empregada em um conflito real, marcando um novo patamar no uso de tecnologias militares avançadas.
Qual é o potencial destrutivo do Oreshnik?
Segundo declarações do presidente russo Vladimir Putin, um ataque em massa com mísseis Oreshnik poderia ser tão devastador quanto uma bomba nuclear. Isso se deve à sua velocidade extrema, capacidade de carregar múltiplas ogivas e dificuldade de interceptação, o que o torna uma ameaça significativa em cenários de guerra.
O que são os mísseis Kalibr mencionados junto ao Oreshnik?
Os mísseis Kalibr são armamentos de alta precisão utilizados pela Rússia. Eles podem ser lançados a partir de navios, submarinos e caças. Embora não sejam hipersônicos como o Oreshnik, já demonstraram eficácia em combates anteriores e também foram citados como possíveis equipamentos a serem fornecidos à Venezuela.
Qual foi o papel do Tratado INF no desenvolvimento do Oreshnik?
O Tratado INF (Forças Nucleares de Alcance Intermediário) visava reduzir tensões militares na Europa e proibia o desenvolvimento de certos tipos de mísseis. Com o fim do tratado em 2019, a Rússia ficou livre para desenvolver armamentos como o Oreshnik, cujo projeto teria começado a partir de 2020, possivelmente pelo Instituto de Tecnologia Térmica de Moscou (MIT).
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