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Marinha do Brasil mostra 'drone kamikaze' e mais tecnologias militares em teste

Equipamentos foram apresentados durante fase da Operação Atlas, um treinamento voltado para defesa da Amazônia

Avatar do(a) autor(a): Nilton Cesar Monastier Kleina

schedule12/09/2025, às 17:00

updateAtualizado em 12/09/2025, às 18:49

A Marinha do Brasil e o Ministério da Defesa realizaram na última terça-feira (9) um treinamento militar especial que envolveu a apresentação de novas tecnologia. Essa é uma das etapas da terceira fase da chamada Operação Atlas, que busca a proteção da região amazônica.

O objetivo do projeto é realizar simulações com armamento real para que os soldados tenham contato com um cenário mais próximo ao que pode acontecer no dia a dia, além de ajudar na integração de diferentes unidades. Fora o teste em si, que serve para contextos reais de defesa da região Norte do Brasil, a Marinha aproveitou para apresentar novos armamentos e capacidades de defesa, inclusive contra ciberataques.

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Drone militar brasileiro

Um dos destaques da operação é o chamado "drone kamikaze", uma unidade aérea não tripulada que foi desenvolvida por militares brasileiros do Batalhão de Combate Aéreo. Esse tipo de equipamento de controle remoto, em versões bem mais atualizadas, tem sido utilizado em larga escala em conflitos como a guerra entre Rússia e Ucrânia.

Esse equipamento vai além das tarefas de reconhecimento e inteligência, sendo capaz de atingir alvos como veículos e aeronaves usando uma carga explosiva acoplada, que também inutiliza o próprio drone — daí o nome, em referência ao pilotos japoneses da Segunda Guerra Mundial.

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O drone em operação. (Imagem: Suboficial Ibraim Gonçalves/Marinha do Brasil)

O drone tem 1,64 metro de envergadura e 65 centímetros de fuselagem ao todo e uma autonomia de 25 minutos de bateria, com controle que vai até 5 km de distância.

Mais da Operação Atlas "Armas Combinadas"

  • O treinamento é todo realizado no Campo de Instrução de Formosa, no estado de Goiás, que é utilizado como frequência como "laboratório" desse tipo de operação;
  • Ao todo, foram envolvidos 2,5 mil militares da Marinha do Brasil, além de 180 modelos de veículos e aeronaves;
  • O armamento mais novo utilizado é o míssil anticarro 1.2 AC MAX, que chega a uma velocidade de 240 m/s e tem alcance de 2 km. Ele é voltado para combater veículos em operações terrestres;
  • Outros equipamentos presentes nos testes incluem metralhadoras .50 e o míssil antiaéreo Mistral, que é próprio para defesa antiaérea de curto alcance;
  • Já o Esquadrão de Guerra Cibernética da Marinha, que existe há poucos meses, passa por treinos envolvendo "invasões a estações de trabalho" e tarefas para "detectar a origem e o destino dos ataques".

Segundo a Agência de Notícias da Marinha, as atividades da operação incluem: treinamentos aéreos de interceptação e ataque ao solo; tiros de artilharia, com bateria de obuseiros de 105 milímetros e trajetória curva; simulação de ataque coordenado, com emprego de carros de combate, viaturas blindadas e tropas de infantaria; desativação de artefatos explosivos; e demonstração integrada de todas as unidades participantes.

A atual fase da Operação Atlas será concluída em 11 de outubro, enquanto no dia 16 de outubro as capacidades serão demonstradas inclusive para a imprensa. Depois dessa data, novos materiais em foto e vídeo envolvendo os testes desses equipamentos devem ser disponibilizados ao público.

A China recentemente apresentou novos armamentos, inclusive uma categoria até então inédita para o país de mísseis nucleares. Saiba mais sobre esse assunto neste artigo!

Perguntas Frequentes

O que é a Operação Atlas e qual seu objetivo principal?
A Operação Atlas é um treinamento militar conduzido pela Marinha do Brasil e pelo Ministério da Defesa, com foco na proteção da região amazônica. Seu objetivo é simular cenários reais de combate com uso de armamento verdadeiro, promovendo a integração entre diferentes unidades militares e preparando os soldados para situações reais de defesa.
O que é o "drone kamikaze" apresentado pela Marinha do Brasil?
O "drone kamikaze" é uma aeronave não tripulada desenvolvida pelo Batalhão de Combate Aéreo da Marinha do Brasil. Ele é projetado para missões ofensivas, carregando uma carga explosiva que o destrói ao atingir o alvo, como veículos ou aeronaves. O nome faz referência aos pilotos japoneses da Segunda Guerra Mundial que realizavam ataques suicidas.
Quais são as especificações técnicas do drone kamikaze brasileiro?
O drone possui 1,64 metro de envergadura, 65 centímetros de fuselagem, autonomia de voo de 25 minutos e alcance de controle de até 5 km. Ele é operado remotamente e foi projetado para missões de ataque, além de reconhecimento e inteligência.
Onde foi realizado o treinamento da Operação Atlas?
O treinamento ocorreu no Campo de Instrução de Formosa, no estado de Goiás. Esse local é frequentemente utilizado como laboratório para testes e simulações militares de grande escala.
Quais outros armamentos foram testados durante a operação?
Além do drone kamikaze, foram testados o míssil anticarro 1.2 AC MAX, com velocidade de 240 m/s e alcance de 2 km; metralhadoras .50; e o míssil antiaéreo Mistral, voltado para defesa de curto alcance contra ameaças aéreas.
O que é o Esquadrão de Guerra Cibernética da Marinha?
É uma unidade recém-criada da Marinha do Brasil dedicada à defesa cibernética. Durante a Operação Atlas, o esquadrão participou de treinamentos que simulam invasões a estações de trabalho e ações para rastrear a origem e o destino de ataques virtuais.
Quais tipos de simulações foram realizadas na Operação Atlas?
As simulações incluíram interceptações aéreas, ataques ao solo, tiros de artilharia com obuseiros de 105 mm, ataques coordenados com carros de combate e tropas de infantaria, desativação de explosivos e demonstrações integradas entre as unidades participantes.
Quando a atual fase da Operação Atlas será concluída e haverá demonstrações públicas?
A fase atual da Operação Atlas será concluída em 11 de outubro. No dia 16 de outubro, as capacidades testadas serão demonstradas para a imprensa, e posteriormente serão divulgados novos materiais em foto e vídeo ao público.
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