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Segurança

Manifestantes acusam Apple de consentir abuso infantil

Grupo fez protesto pacífico nos arredores da sede da Maçã e apontam que a empresa tem condições de reverter esse quadro

Avatar do(a) autor(a): Felipe Vitor Vidal Neri

schedule09/09/2025, às 17:30

updateAtualizado em 09/09/2025, às 17:47

Nesta terça-feira (09), a Apple tirou o dia para anunciar seus novos iPhones 17, mas também teve que lidar com algumas manifestações. Um grupo de manifestantes abriu uma grande bandeira que associa os smartphones e toda a infraestrutura da empresa com abuso infantil.

A iniciativa foi do grupo Heat Initiative, que protestou próximo à sede da empresa em Cupertino. O grupo é formado por pais, especialistas em tecnologia e advogados que lutam pelo fim do abuso e exploração infantil, citando que a Apple não faz o bastante para coibir esses comportamentos.

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A bandeira que o coletivo levou contem uma foto do CEO da Maçã, Tim Cook, e a frase “O novo iPhone ainda espalha abuso sexual infantil”. O conteúdo mira fazer mais pressão pública para que essa e outras empresas do segmento tomem mais atitudes contra comportamentos predatórios.

“Cook e os principais executivos da Apple sabem que o abuso sexual infantil é hospedado e comercializado no iCloud, mas se recusam a implementar práticas de detecção e remoção de senso comum que são padrão em toda a indústria de tecnologia”, explica a CEO da Heat, Sarah Gardner.

Organização pressiona Apple há anos

Nos últimos dois anos, a Heat Initiative vem pressionando fortemente a Apple para instalar mecanismos de detecção desses conteúdos em seus sistemas. A empresa até tinha planos de implementar uma tecnologia como essa com o NeuralHash, mas pausou o desenvolvimento por conta de reações adversas de especialistas em segurança e privacidade dos usuários.

A empresa chegou a sofrer um processo bilionário por desistir da implementação dessa ferramenta no fim de 2024. Contudo, o porta-voz Fred Sainz respondeu que “o material de abuso sexual infantil é abominável e estamos comprometidos em combater as formas como os predadores colocam as crianças em risco”.

Sites como o Mashable tentaram entrar em contato com a Apple a respeito do protesto desta tarde, mas ainda não houve resposta.

Para mais informações sobre os novos lançamentos e as polêmicas da Apple, fique de olho no site do TecMundo.

 

Perguntas Frequentes

Quem organizou o protesto contra a Apple e qual foi o motivo?
O protesto foi organizado pelo grupo Heat Initiative, composto por pais, especialistas em tecnologia e advogados. Eles acusam a Apple de não fazer o suficiente para combater o abuso e a exploração infantil, especialmente em relação ao conteúdo armazenado no iCloud.
O que dizia a bandeira exibida pelos manifestantes?
A bandeira levada pelo grupo continha uma imagem do CEO da Apple, Tim Cook, acompanhada da frase “O novo iPhone ainda espalha abuso sexual infantil”. A intenção era pressionar publicamente a empresa a adotar medidas mais eficazes contra comportamentos predatórios.
O que é o NeuralHash e por que a Apple desistiu de implementá-lo?
NeuralHash era uma tecnologia que a Apple planejava usar para detectar automaticamente imagens de abuso infantil em seus sistemas. No entanto, o projeto foi pausado após críticas de especialistas em segurança e privacidade, que levantaram preocupações sobre possíveis violações de direitos dos usuários.
Há quanto tempo a Heat Initiative pressiona a Apple?
Nos últimos dois anos, a Heat Initiative tem pressionado a Apple de forma contínua para que implemente mecanismos de detecção de conteúdo abusivo em suas plataformas, especialmente no iCloud.
Qual foi a resposta oficial da Apple sobre o tema?
O porta-voz da Apple, Fred Sainz, declarou que “o material de abuso sexual infantil é abominável e estamos comprometidos em combater as formas como os predadores colocam as crianças em risco”. No entanto, a empresa ainda não respondeu diretamente ao protesto mais recente.
A Apple enfrentou consequências legais por desistir do NeuralHash?
Sim. A empresa foi alvo de um processo bilionário após desistir da implementação da ferramenta de detecção de abuso infantil no final de 2024.
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