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Segurança

Polícia prende suspeitos por golpe do falso leilão em SP e RS; entenda o crime

Cibercrime envolvia criar página similar a serviço legítimo de venda de carros e até fraudar identidade de leiloeiro

Avatar do(a) autor(a): Nilton Cesar Monastier Kleina

schedule09/09/2025, às 12:00

updateAtualizado em 03/03/2026, às 08:27

Uma operação policial nesta terça-feira (9) combateu um grupo criminoso que aplicava golpes virtuais por meio de leilões falsos de veículos. Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e 12 de prisão temporária nas cidades paulistas de São Paulo e Itanhaém, e ao menos sete pessoas já estão presas.

O caso foi investigado pela 3ª Delegacia de Polícia de Canoas e a Polícia Civil do Rio Grande do Sul em parceria com a Polícia Civil de São Paulo e o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Apesar de muitas vítimas estarem no RS, a quadrilha atuava em todo o país e conseguiu enganar pessoas em ao menos três estados diferentes.

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Polícia Civil / Divulgação
A operação coordenada pela polícia gaúcha envolveu detenções em São Paulo. (Imagem: Reprodução/Polícia Civil do RS)

Além das detenções, que exigiram o trabalho de mais de 80 policiais, os sites fraudulentos foram derrubados em definitivo pelas equipes de crimes cibernéticos que ajudaram na investigação. Os acusados agora respondem pelos crimes de estelionato via fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem dinheiro, podendo pegar uma pena de até 21 anos de prisão para além da multa.

Como funcionava o golpe do falso leilão

Os agentes envolvidos na chamada Operação Lance Final ficaram mais de um ano investigando a quadrilha depois de denúncias sobre a clonagem do site de uma empresa de Nova Santa Rita, município do RS. 

Não há detalhes sobre quanto os bandidos lucraram ao todo, mas ao menos duas pessoas tiveram prejuízos de mais de R$ 100 mil. Boa parte dos valores roubados já estava escondido em criptomoedas, o que exigiu suporte técnico de núcleos mais especializados do ministério.

  • De acordo com as investigações, o grupo criou vários sites que imitavam a aparência de serviços legítimos e vinculados a uma casa de leilões de venda de automóveis nessa modalidade. Até mesmo o catálogo de carros oferecidos foi clonado;
  • Para aumentar a credibilidade do serviço, até mesmo a matrícula legítima de um leiloeiro oficial foi utilizada sem autorização. O site e as pessoas envolvidas ainda conheciam termos técnicos dessa forma de comercialização;
  • Os golpistas ainda se aproveitavam do serviço de anúncios de buscadores como o do Google, adotando o "patrocínio de links pagos para aparecer nos primeiros resultados de busca" e assim atrair ainda mais vítimas;
  • A fraude só era aplicada depois que a vítima acreditava ter vencido o leilão de um carro por um preço bastante abaixo do valor de mercado. Os criminosos entravam em contato via WhatsApp para negociar o pagamento, que era feito via Pix, mas sumiam sem dar novas respostas após a transação; 

A Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi) do ministério confirmou ainda que está desenvolvendo "uma rede nacional voltada ao fortalecimento da inteligência cibernética". A ideia, de acordo com a pasta, é integrar forças policiais e órgãos de investigação a nível nacional, com colaboração de estados em investigações para aprimorar operações conjuntas.

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Perguntas Frequentes

O que é o golpe do falso leilão?
O golpe do falso leilão envolve a criação de páginas fraudulentas que imitam serviços legítimos de venda de carros. Os criminosos clonam sites de empresas reais para enganar as vítimas e fazê-las acreditar que estão participando de leilões autênticos.
Como a polícia desmantelou o grupo criminoso?
A operação policial, chamada de Operação Lance Final, envolveu mais de 80 policiais e resultou no cumprimento de 17 mandados de busca e apreensão e 12 de prisão temporária. Os sites fraudulentos foram derrubados e os acusados agora respondem por crimes como estelionato via fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Quais foram as consequências para as vítimas do golpe?
Embora não haja detalhes sobre o lucro total dos criminosos, sabe-se que ao menos duas vítimas tiveram prejuízos superiores a R$ 100 mil. Parte do dinheiro roubado foi escondido em criptomoedas, complicando a recuperação dos valores.
Quais foram as penas aplicadas aos acusados?
Os acusados enfrentam penas que podem chegar a até 21 anos de prisão, além de multas, pelos crimes de estelionato via fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Qual foi o papel das polícias civis do RS e SP na operação?
A investigação foi conduzida pela 3ª Delegacia de Polícia de Canoas e pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul, em parceria com a Polícia Civil de São Paulo e o Ministério da Justiça e Segurança Pública. A operação resultou em prisões e na derrubada dos sites fraudulentos.
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