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Segurança

Operação em SP mira estrangeiros que movimentaram R$ 480 milhões em golpes virtuais

A quadrilha usava um site hospedado na Turquia para simular aportes com promessas de impulsionar investimentos, fazendo vítimas em todo o Brasil.

Avatar do(a) autor(a): André Luiz Dias Gonçalves

schedule27/08/2025, às 21:00

updateAtualizado em 05/03/2026, às 08:09

Fonte: SSP-SP

Uma quadrilha de estrangeiros que praticava golpes virtuais no Brasil foi alvo de operação da Polícia Civil de São Paulo e do Ministério Público nesta quarta-feira (27). A organização criminosa movimentou mais de R$ 480 milhões em oito meses, de acordo com a investigação, fazendo vítimas em todo o país.

Durante a “Operação Cineris”, foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão e sete de prisão nas cidades de São Paulo, Ibiúna e São José dos Campos, contra os acusados de usar uma sofisticada estrutura para lavar o dinheiro obtido com as fraudes. Também há suspeita de envolvimento de outras facções criminosas no esquema.

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A Operação Cineris foi deflagrada em três municípios do estado de São Paulo. (Imagem: SSP-SP/Divulgação)

Como os golpistas agiam na internet?

Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), a quadrilha de estrangeiros que praticava golpes na internet atraía pessoas com promessas de impulsionar investimentos, o que supostamente renderia um bom retorno em pouco tempo. Para tanto, eles utilizavam um site hospedado na Turquia.

  • Por meio da página, o grupo simulava falsos aportes de valores, demonstrando às vítimas como o investimento poderia ser lucrativo;
  • No entanto, as quantias investidas eram tomadas pelos golpistas, que imediatamente transferiam o dinheiro para a conta digital de um “laranja”;
  • Em seguida, os criminosos assumiam o controle da conta, via app de celular, e repassavam os valores para empresas de fachada;
  • O último passo envolvia a distribuição do dinheiro entre os membros, por meio de fintechs e gateways, “negócios tecnológicos que oferecem serviços financeiros inovadores”, como explicou a SSP-SP.

Além de créditos, seguros e financiamentos disponibilizados de maneira digital, essas plataformas também funcionavam como uma espécie de ponte. Elas conectavam lojas, sites e outras empresas a instituições financeiras que processavam as transações realizadas pelos golpistas.

Esse grupo começou a ser investigado após uma das vítimas ter procurado as autoridades policiais denunciando o esquema que se mostrou bastante lucrativo para os autores. A quadrilha agiu ao longo de pelo menos oito meses, enganando pessoas de vários estados.

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Os golpistas atraíam as vítimas com promessas de retornos acima da média para investimentos. (Imagem: Getty Images)

“Lavanderia de dinheiro”

Conforme o delegado Edmar Caparroz, a sofisticada estrutura montada pelo grupo de estrangeiros era tão eficaz que os autores até a forneciam para terceiros. Dessa forma, outras facções criminosas teriam aproveitado a plataforma para a ocultação de bens.

“Era uma verdadeira ‘lavanderia de dinheiro’. A quadrilha tinha um ciclo completo para dissimular a origem ilícita dos valores. Não era só os golpes que esses suspeitos aplicavam, mas eles também ofereciam os serviços a outras organizações”, apontou o coordenador da Operação Cineris.

As ações envolveram a participação de 97 policiais civis e o apoio de unidades como a Divisão Estadual de Investigações Criminais (Deic), Grupo Especial de Reação (GER) e Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra).

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Perguntas Frequentes

O que foi a Operação Cineris?
A Operação Cineris foi uma ação conjunta da Polícia Civil de São Paulo e do Ministério Público, realizada para desmantelar uma quadrilha de estrangeiros que praticava golpes virtuais no Brasil. A operação cumpriu 22 mandados de busca e apreensão e sete de prisão em cidades do estado de São Paulo.
Como a quadrilha aplicava os golpes virtuais?
A quadrilha atraía vítimas com promessas de impulsionar investimentos, simulando falsos aportes de valores através de um site hospedado na Turquia. Eles demonstravam como o investimento poderia ser lucrativo, enganando as vítimas.
Qual foi o montante movimentado pela quadrilha?
De acordo com a investigação, a organização criminosa movimentou mais de R$ 480 milhões em um período de oito meses.
Há suspeitas de envolvimento de outras facções criminosas?
Sim, há suspeitas de que outras facções criminosas possam estar envolvidas no esquema de lavagem de dinheiro obtido com as fraudes.
Quais cidades foram alvo da operação?
A operação foi deflagrada nas cidades de São Paulo, Ibiúna e São José dos Campos.
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