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Segurança

Estudo sugere que donos de iPhones são mais desleixados com segurança

Os donos de iPhones não se preocupam tanto em usar ferramentas de segurança nem têm muitos cuidados ao comprar online, ao contrário de quem usa celulares Android.

Avatar do(a) autor(a): André Luiz Dias Gonçalves

schedule01/08/2025, às 10:00

updateAtualizado em 01/08/2025, às 10:33

Os usuários de iPhones são mais imprudentes em relação à segurança online que os proprietários de celulares Android, tornando-se mais suscetíveis a golpes na internet. A conclusão está em um estudo feito pela Malwarebytes, divulgado na última quinta-feira (24).

Segundo o levantamento, os donos de smartphones da Apple não se importam tanto com as ferramentas de segurança, compartilham mais informações pessoais com vendedores e geralmente utilizam a mesma senha para várias contas online. Dessa forma, eles se envolvem mais em comportamentos de risco.

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A pesquisa sugere que muitos donos de iPhones acreditam que o celular é imune a vírus. (Imagem: Getty Images)

O que diz o estudo?

Realizada com 1,3 mil pessoas nos Estados Unidos, Alemanha, Suíça, Áustria e Reino Unido, a pesquisa aponta que os usuários de iPhone são mais propensos a se tornarem vítimas de fraudes online. Entre eles, 53% disseram já ter sido enganados, contra 48% daqueles que têm um dispositivo com o sistema operacional do Google.

  • Além disso, 47% dos clientes da Maçã fazem compras de fontes desconhecidas se o preço for menor, contra 40% daqueles que usam a plataforma concorrente;
  • Enviar uma mensagem direta nas redes sociais para vendedores e lojas pedindo desconto é algo que 41% dos proprietários de iPhone fazem, contra 33% dos que usam Android;
  • No quesito software de segurança, apenas 21% daqueles com iPhone usam tal ferramenta, enquanto 29% dos donos de um Android não descartam a proteção adicional;
  • Já quanto à senha única para cada serviço, 35% dos usuários de iOS seguem a prática, quantia inferior aos 41% dos donos de gadgets Android.

As divisões comportamentais são, em grande parte, independentes do dispositivo utilizado. No entanto, quem tem um iPhone está tomando decisões piores quanto à segurança na hora de comprar online e sobre a proteção contra as diferentes ameaças digitais, de acordo com a empresa de segurança cibernética.

“Dispositivos e sistemas operacionais são apenas portas de entrada para aplicativos e sites, e muitas vezes são esses espaços online que apresentam riscos cibernéticos. Quando esses sites ou aplicativos veiculam conteúdo malicioso ou enganoso, cabe ao usuário decidir o que é real, o que é uma farsa e onde deve ou não clicar”, afirmou o porta-voz da Malwarebytes, Mark Beare.

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O uso da mesma senha em várias contas é um dos problemas relatados. (Imagem: Getty Images)

Antigo anúncio influenciou usuários

Uma das explicações para o menor cuidado com a segurança dos donos de iPhones pode estar na falsa crença de que os dispositivos da Apple são imunes a vírus, como destaca a pesquisa. Isso teria começado com o comercial “Get a Mac”, de 2006, que ressalta a segurança do macOS como um diferencial na comparação com o Windows.

“A jogada de marketing estava errada naquela época e ainda está errada hoje — os Macs pegam muitos vírus — mas o dano já está feito, e as consequências podem ser mais visíveis em como os usuários do iPhone se sentem em relação às ferramentas tradicionais de segurança cibernética: em suma, eles não as usam”, diz o relatório.

Vale lembrar que os iPhones estavam entre os alvos do spyware Pegasus, que espionou milhares de pessoas em todo o mundo. Além disso, a Apple lança atualizações de segurança com frequência para solucionar bugs que podem ser explorados por cibercriminosos — o iOS 18.6, lançado esta semana, traz importantes correções.

E aí, você faz parte do grupo que tem mais cuidado ao navegar na internet ou está entre aqueles que não se preocupam tanto com a segurança online? Comente nas redes sociais do TecMundo.

Perguntas Frequentes

O que o estudo da Malwarebytes revelou sobre os usuários de iPhone?
O estudo indicou que os donos de iPhones são mais imprudentes com a segurança online do que os usuários de Android. Eles tendem a usar menos ferramentas de proteção, compartilham mais dados pessoais com vendedores e reutilizam senhas em diferentes contas, o que os torna mais vulneráveis a golpes na internet.
Quais comportamentos de risco são mais comuns entre usuários de iPhone?
Entre os comportamentos de risco mais frequentes estão: fazer compras em sites desconhecidos por causa de preços baixos (47%), enviar mensagens diretas a vendedores pedindo descontos (41%), não usar softwares de segurança (apenas 21% usam) e reutilizar senhas em várias contas (65% não usam senhas únicas).
Por que os usuários de iPhone tendem a se preocupar menos com segurança digital?
Uma das razões apontadas é a falsa crença de que os dispositivos da Apple são imunes a vírus. Essa ideia teria se popularizado após o comercial “Get a Mac”, de 2006, que promovia o macOS como mais seguro que o Windows. Apesar de incorreta, essa percepção ainda influencia o comportamento dos usuários.
O iPhone realmente é imune a vírus e ameaças digitais?
Não. Apesar da crença popular, dispositivos da Apple, como iPhones e Macs, também podem ser infectados por vírus e malwares. O relatório menciona que os Macs já foram alvo de diversas ameaças e que os iPhones, inclusive, foram afetados pelo spyware Pegasus. A Apple frequentemente lança atualizações de segurança para corrigir vulnerabilidades.
Qual é a diferença no uso de ferramentas de segurança entre usuários de iPhone e Android?
Segundo o estudo, apenas 21% dos usuários de iPhone utilizam softwares de segurança, enquanto 29% dos usuários de Android adotam esse tipo de proteção. Isso indica uma maior preocupação com segurança entre os donos de celulares com o sistema do Google.
Como o uso de senhas influencia na segurança online?
Reutilizar a mesma senha em várias contas aumenta o risco de invasões, pois se uma senha for comprometida, todas as contas associadas a ela ficam vulneráveis. Apenas 35% dos usuários de iPhone usam senhas únicas para cada serviço, contra 41% dos usuários de Android.
O comportamento de risco está relacionado ao tipo de celular?
O estudo sugere que as decisões de segurança são mais comportamentais do que técnicas. Ou seja, não é o dispositivo em si que determina a segurança, mas sim as escolhas do usuário ao navegar, clicar em links ou compartilhar informações online.
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