'Apagão' do WhatsApp também afetou criminosos, diz levantamento

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Imagem: Pira25/Shutterstock
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O “apagão” das principais redes sociais e do principal mensageiro na última segunda-feira (4) não afetou somente usuários comuns. A Axur, empresa de cibersegurança, apontou uma queda de 46,9% no volume de mensagens trocadas entre criminosos virtuais no WhatsApp, em comparação com a semana passada.

Segundo a companhia, a redução no volume de mensagens trocadas pelos cibercriminosos no app de comunicação, comparando a segunda-feira e o último domingo (3), foi de 35,4%.

E não foi somente o WhatsApp que verificou uma queda na troca de mensagens entre esse público. A empresa diz que na comparação com a semana passada, os criminosos trocaram 16,7% menos mensagens pelo Telegram, que também sofreu instabilidade. Comparando segunda-feira com domingo, a queda foi ainda maior: 36,1%.

Telegram

Thiago Bordini, head de Cyber Threat Intelligence & Delivery da Axur, explicou ao TecMundo que a análise considerou pessoas que cometem crimes virtuais que estão em ambientes como a Dark Web.

“A medição foi feita baseada no volume de mensagens que a gente coleta nos ambientes. Nós percebemos essa volumetria a partir de sensores que utilizamos nas plataformas e calculamos essa diminuição da comunicação entre os cibercriminosos”, pontua o head.

Os golpes

Bordini argumenta que os criminosos virtuais também utilizam o WhatsApp e o Telegram porque os softwares oferecem a simplicidade, velocidade e segurança que eles precisam para se comunicar.

“O fato deles utilizarem as ferramentas não as tornam mais ou menos seguras para a população, porém. Os apps são simplesmente um canal de comunicação e seria a mesma coisa se eles estivessem usando um e-mail, por exemplo. O que as pessoas precisam ficar atentas são aos golpes nestes canais de comunicação”.

Sobre isso, o especialista alerta sobre como é importante que os usuários comuns fiquem atentos a qualquer tipo de contato suspeito feito via mensagens, SMS, ligações e e-mails. Ele lembra que golpes utilizando a modalidade do envio de uma suposta segunda via de boleto e canais de atendimento falsos (também por meio de phishing) são muito comuns.

Hacker

“Olhando o Brasil, o tipo de crime virtual mais comum são as fraudes. Existe todo um comércio de números de cartões de créditos e base de dados com informações pessoais que são usados para compras ilícitas. E o foco destes crimes é o dinheiro”, finaliza Bordini.