China quer rastrear dados enviados por carros ao exterior

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O governo chinês em breve poderá rastrear quais são as informações que automóveis enviam para fora do país. Com sensores e câmeras cada vez mais presentes, inclusive para auxiliar os sistemas de direção autônoma, os chineses temem que dados sensíveis possam parar em mãos de empresas privadas, especialmente em países estrangeiros.

A China Automotive Engineering Research Institute Co Ltd (CAERI), em comunicado, afirma ter desenvolvido um sistema para analisar o caminho de transmissão de dados usando um dispositivo de detecção de comunicação para monitorar dados gerados e coletados por veículos em um ambiente de teste. A pesquisa foi elogiada pelo governo do país.

Informações geradas por veículos

China chegou a pedir que funcionários estatais parassem seus veículos Tesla fora dos prédios governamentais. (Fonte: Pixabay/Dominick Vietor/Reprodução)China chegou a pedir que funcionários estatais parassem seus veículos Tesla fora dos prédios governamentais. (Fonte: Pixabay/Dominick Vietor/Reprodução)Fonte:  Pixabay/Dominick Vietor/Reprodução 

Atualmente, as fabricantes do gigante asiático, o maior mercado global de automóveis, são obrigadas a armazenar as informações geradas por seus veículos em servidores locais. Caso desejam exportar os dados críticos para o exterior, as empresas precisam de uma autorização específica dos órgãos regulatórios.

Em maio, a agência Reuters relatou que funcionários de alguns escritórios do governo chinês foram orientados a não estacionar seus carros Tesla dentro de instalações governamentais devido a preocupações com a segurança das câmeras dos veículos, segundo duas pessoas com conhecimento do assunto.

A Tesla disse, em uma postagem do Weibo, que os dados gerados por todos os carros que vende na China são armazenados no país. A empresa anunciou que pretende expandir sua rede de data center na China.

Nova lei de proteção à privacidade de dados

Informações coletadas de cidadãos chineses só podem ser armazenadas no país. (Fonte: Pixabay/evertonpestana/Reprodução)Informações coletadas de cidadãos chineses só podem ser armazenadas no país. (Fonte: Pixabay/evertonpestana/Reprodução)Fonte:  Pixabay/evertonpestana/Reprodução 

Recentemente, a China implementou uma nova lei de segurança de dados, que entrará em vigor a partir de novembro, e está aumentando a supervisão em outras áreas relacionadas.

A legislação exige que as organizações reanalisem as suas práticas de armazenamento e processamento de informações de terceiros e façam auditorias periódicas. As empresas públicas e privadas deverão reduzir ao mínimo a coleta de dados pessoais. Até mesmos as companhias que estão sediadas fora do país estão sujeitas às novas regras.

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