Novo vírus vazou senha de 40 mil brasileiros, revela o Mantis

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Um novo software malicioso parece estar se disseminando na internet e fazendo vítimas em todo o mundo. Ao que tudo indica, o chamado Redline Trojan Stealer se infiltra no sistema operacional do dispositivo e tem acesso ao IP do aparelho, localização do usuário e aos programas instalados. Além disso, roubam informações sigilosas, já que podem ter acesso a logins e senhas logadas no Google Chrome ou no Firefox. Segundo o levantamento, dispositivos da Apple não foram infectados.

O programa está sendo comercializado em fóruns hackers por US$ 200 (cerca de R$ 1.025, na conversão atual). Segundo informações do Mantis, plataforma de DRP (Digital Risk Protection), já foram vazadas senhas de mais de 40 mil brasileiros, até o momento. Os dados foram encontrados à venda em um grupo de cibercriminosos no Telegram.

vazamentosSenhas e logins preenchidos automaticamente em sites, incluindo de bancos, são alvos do vírus (Reprodução/Mantis)

A empresa afirma que o vírus se infiltra por meio de táticas de phishing, download de softwares pirateados e por aplicativos não oficiais. Além de roubar dados, o vírus em questão também consegue acessar detalhes sobre o sistema operacional e computador da vítima. Com isso, os criminosos contam com mais informações para aplicarem novos golpes.

vazamentosO vírus consegue acessar todos os programas instalados no computador da vítima (Reprodução/Mantis)

Como se proteger de ataques desse tipo

Segundo Ulysses Monteiro, gerente de soluções do Mantis, para se proteger, é preciso evitar fazer download de fontes desconhecidas e redobrar o cuidado com e-mails estranhos, por exemplo. Além disso, também existem serviços que ajudam o usuário a verificar se os seus dados foram vazados.

"A pessoa pode usar o serviço do Serasa, que verifica vazamentos de dados, como CPF e CNPJ, e utilizar o Process Explorer, um gerenciador de tarefas de freeware e monitor de sistema para usuários do Windows", explica Monteiro. O  programa lista todas as atividades que estão em andamento no dispositivo. Já as empresas podem contratar serviços que oferecem monitoramento de riscos digitais.