China rejeita acusações sobre ataque ao Microsoft Exchange

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Acusada de estar por trás dos ataques ao Microsoft Exchange ocorridos em março, além de supostamente liderar outras campanhas maliciosas globais, a China resolveu se pronunciar. Rebatendo as alegações, o país asiático afirmou que as denúncias são “fabricadas”.

Em coletiva nesta terça-feira (20), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, rejeitou as acusações. “Os Estados Unidos se uniram a seus aliados para fazer acusações injustificadas contra a cibersegurança chinesa”, comentou o representante do governo.

Lijian disse ainda que o ato parece ter propósito político e declarou que a China “se opõe e combate firmemente todas as formas de ataques cibernéticos”. Durante a coletiva, ele também declarou que os EUA seriam os principais responsáveis pela ciberespionagem em todo o mundo.

Zhao Lijian respondeu às acusações dos EUA.Zhao Lijian respondeu às acusações dos EUA.Fonte:  Ministério das Relações Exteriores da China/Divulgação 

Usando dados de uma empresa de segurança chinesa, o porta-voz acusou o governo americano de realizar ataques e invasões online contra o país há 11 anos. Os setores aeroespacial, de petróleo e internet, além de agências governamentais e instituições de ensino e pesquisa, estariam entre os alvos destas ações maliciosas, conforme Zhao.

Ataque afetou milhares de empresas

A campanha direcionada ao serviço de e-mail corporativo da Microsoft afetou pelo menos 30 mil organizações de vários países. Explorando uma falha na ferramenta da gigante de Redmond, criminosos virtuais conseguiram acessar contas de e-mail remotamente para a extração dos dados.

Para as autoridades americanas, os ataques faziam parte de um padrão mais amplo de comportamento “imprudente”, capaz de ameaçar a segurança global, e seriam patrocinados pela China. A União Europeia, a Austrália, a Nova Zelândia e o Reino Unido acompanharam os EUA no relatório.

Houve ainda a acusação contra quatro cidadãos chineses, por parte do Departamento de Justiça americano, responsabilizando-os por ataques de ransomware ocorridos de 2011 a 2018. O órgão chinês também repudiou as alegações.

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