Barroso pede que PF investigue ataques DDoS ao TSE nas Eleições

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Nesta segunda-feira (16), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, afirmou que solicitou a abertura de inquérito à Polícia Federal para apurar o ataque cibernético que mirou nos sistemas da Justiça Eleitoral no último domingo (15), marcado pelo primeiro turno das eleições municipais em todo o país.

O ataque de negação de serviço, também conhecido como ataque de DDoS, não roubou dados, tampouco afetou as urnas eletrônicas e o resultado das eleições. Contudo, ele resultou em absurda lentidão nos serviços remotos do TSE em todo o Brasil, graças a solicitações oriundas de 435 mil conexões — partindo de países como o Brasil, Estados Unidos e Nova Zelândia.

a  Avast/Reprodução 

Junto a este ataque, o presidente do TSE também solicitou uma investigação do vazamento de dados antigos, convenientemente divulgado nesse domingo na tentativa de deslegitimar a integridade das urnas eletrônicas e de todo o processo eleitoral.

Ele ressalta que o vazamento foi dado em algum momento do passado (sem especificar a ocasião) e observou que “assim que eles foram vazados, milícias digitais entraram imediatamente em ação tentando desacreditar o sistema”. Sem afirmar que partiu de uma ação conjunta, Barroso comentou que há a suspeita de que foi um movimento articulado de grupos extremistas que buscam desacreditar as instituições.

Sem impacto nos votos

Assim que notícia da divulgação dos dados antigos e do ataque de negação de serviço, a coalizão de veículos de imprensa apurou com o TSE que não existe possibilidade de um ataque virtual externo às urnas eletrônicas. O equipamento não conta com nenhum meio de conexão à internet, seja por fio ou sem fio.

a  VisualHunt 

Desde 1996, votos são registrados e contabilizados a partir do Registro Digital de Voto, retirado da máquina após o encerramento do período de votação e da impressão do boletim com o resultado daquela urna. Logo depois de retirado, ele é encaminhado para um polo de transmissão privativo, que posteriormente envia os dados ao TSE.

O recebimento de dados no sistema do TSE até poderia ser impactado por ataques remotos; no entanto, qualquer suspeita de interferência externa leva as autoridades a conferir novamente com o polo e, posteriormente, o boletim impresso por cada urna, minimizando o risco de interferência nos resultados.

Fontes

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