Criminosos usam Semana do Brasil como isca para golpes na internet

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Equipe TecMundo

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No primeiro dia da Semana do Brasil 2020, especialistas da empresa de cibersegurança Kaspersky identificaram golpes com objetivo de roubar dados pessoais – como credenciais bancárias – postados nas redes sociais.

Em um deles, divulgado por meio de um post patrocinado no Facebook, os golpistas imitam um anúncio de uma conhecida rede de varejo com uma oferta de TV 4K por menos de R$ 600. O link direciona para uma página de phishing. Ao efetuar a suposta compra, a vítima fornecerá aos criminosos informações privadas como CPF e número do cartão do banco, entre outros.

fraudeFraude usa marca das Lojas Americanas para enganar internautas (Reprodução/Karspersky)

"O cibercrime brasileiro está sempre atento a datas especiais para lançar os seus ataques. Então, é importante que o usuário tenha consciência de que nem tudo que é oferecido na internet – mesmo em redes sociais confiáveis, como o Facebook – é verdadeiro", alerta Claudio Martinelli, diretor-general da Kaspersky para a América Latina.

O executivo acrescenta ainda que os internautas devem ficar atentos aos pagamentos com boletos. Ao contrário do crédito bancário, esse tipo de transação não permite o estorno em caso de fraude – por isso é bastante utilizado por hackers para cometer os golpes.

"Desconfie de preços absurdos, não acredite em 'lojas’ que só aceitam pagamento em boleto, não clique em anúncios que redirecionam para sites cujo nome é diferente do legitimo e não compartilhe estes anúncios. Não seja instrumento para prejudicar um amigo ou familiar", acrescenta Martinelli.

Brasileiros entre as maiores vítimas de phishing

De acordo com o novo relatório Spam and Phishing, publicado pela Kaspersky em agosto, os brasileiros estão entre os principais alvos de phishing no mundo. Cerca de um a cada oito usuários de internet do País (13%) acessaram, de abril a junho deste ano, ao menos um link que direcionava a páginas maliciosas. O índice está bem acima da média mundial – 8,26%, no mesmo período – e coloca o Brasil como o quinto país com maior proporção de usuários atacados.

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