OMS registra aumento de ataques hacker em meio à COVID-19

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Segundo a Reuters, a Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou aumento de ataques cibernéticos às suas plataformas desde o início de março. O período foi um dos mais expressivos quanto ao avanço do Coronavírus em todo o mundo. “Não há números concretos, mas essas tentativas contra nós e o uso de personificações (da OMS) para atingir outras pessoas mais que dobraram”, disse à agência Flavio Agio, diretor de segurança da informação da OMS.

Agio ainda destacou que atividades não foram concluídas com sucesso, embora possam ter partido de um grupo avançado de hackers. A Reuters foi alertada inicialmente sobre o assunto quando Alexander Urbelis, especialista em segurança online, notou que alguns suspeitos rastreados por ele haviam ativado um site malicioso para imitar o sistema de e-mails internos da OMS.

Pandemia e quarentena ajudam a intensificar ataques cibernéticos que imitam organizações importantesPandemia e quarentena ajudam a intensificar ataques cibernéticos que imitam organizações importantesFonte:  Pexels 

Ao ser questionado sobre o assunto, Flavio Agio confirmou que o site descoberto por Urbelis foi usado com a tentativa de roubar senhas de funcionários. Ele ainda revelou que esse tipo de ação criminosa ficou mais intensa devido à COVID-19.

“Em momentos como esse, qualquer informação sobre curas, testes ou vacinas relacionadas ao Coronavírus não tem preço e passa a ser prioridade de qualquer organização de inteligência de um país afetado”, ressaltou o diretor.

Suspeitas existem

Dois especialistas consultados pela Reuters, e próximos ao assunto, apontaram haver suspeitos sobre os ataques virtuais à OMS. No caso, o principal deles seria um grupo de elite chamado DarkHotel, ativo desde 2007.

Apesar de a localização exata dos criminosos ainda não ter sido encontrada, as empresas de segurança digital Bitdefender e Kaspersky identificaram ações anteriores a partir do Leste da Ásia. A equipe ilegal costuma ter como foco funcionários governamentais e executivos de grandes empresas ou negócios da China, Coreia do Norte, Japão e Estados Unidos.

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