Safari: Google encontra falhas de privacidade no navegador

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Segundo o artigo publicado no jornal Financial Times, analistas da Google encontraram diversas falhas de segurança no navegador Safari da Apple. Grande parte dessas vulnerabilidades estavam ligadas à extensão Intelligent Tracking Prevention (ITP).

O recurso tinha a função de proteger os usuários de serem rastreados durante a navegação e terem maior privacidade na rede. No entanto, as falhas encontradas permitiam que dados pessoais fossem expostos, porque ele registrava as informações das páginas visitadas.

Conforme a Google afirma, isso permitia que qualquer invasor tivesse acesso detalhado ao histórico de navegação do usuário. Além disso, o hacker poderia manipular a lista de segurança do navegador e bloquear o acesso a determinadas páginas.

Falha no Intelligent Tracking Prevention expunha os dados de navegação dos usuários do Safari. (Fonte: Stephen Shankland/CNET)

O artigo do Financial Time revela que a Google alertou a Apple sobre as falhas de segurança do Safari em agosto do ano passado. Contudo, a responsável pelo navegador lançou uma correção para o ITP apenas em dezembro.

Na época, a Apple publicou um texto em seu blog agradecendo a colaboração da outra empresa com o envio do relatório sobre as vulnerabilidades. A nota também destacou o trabalho em detectar problemas relacionados à privacidade e segurança dos usuários.

Recentemente, após a publicação do Financial Times, o diretor de engenharia da Google, Justin Schuh, comentou sobre o assunto em sua conta pessoal no Twitter. Ele afirma que as falhas não foram corrigidas e que alterações citadas no blog são sobre outra extensão. Portanto, os dados dos usuários do ITP continuam em risco.

Safari é o principal navegador dos usuários de Mac. (Fonte: PPLWare/Reprodução)

Histórico de falhas de privacidade

A página norte-americano CNET destaca que não é a primeira vez que o Safari sofre com problemas ligados à privacidade. Em 2019, o navegador teve que remover uma extensão chamada de Do Not Track. Ironicamente, ele permitia que sites (e hackers) rastreassem os dados dos usuários de forma aprofundada.

No passado, a Google também havia reportado a Apple sobre sérias falhas de segurança nos dispositivos iOS. Alguns deles, utilizados para atacar muçulmanos que viviam na China.

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