CEO da Google apoia UE sobre restrição de reconhecimento facial

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O CEO da Alphabet e Google, Sundar Pichai, se mostrou favorável à decisão da União Europeia de proibir o uso da tecnologia de reconhecimento facial (incluindo a inteligência artificial) em locais públicos, suspendendo-a, temporariamente, por um período de três a cinco anos, até que os legisladores europeus criem regras eficazes e abrangentes, com o objetivo de evitar os principais problemas que o uso da tecnologia oferece hoje, como abusos à privacidade e potenciais casos de discriminação.

Fonte: Saúde Business/Reprodução

Pichai: “Cabe aos governos traçar o curso”

Durante uma conferência realizada na segunda-feira (20), em Bruxelas, na Bélgica, Pichai disse que “é importante que os governos e os regulamentos lidem com essa questão mais cedo ou mais tarde, e forneçam uma estrutura para o uso da tecnologia”. Para ele, “cabe aos governos traçar o curso” de como o reconhecimento facial será introduzido ao público, assim como estabelecer regras específicas para o uso da tecnologia por diferentes setores, como órgãos públicos, empresas privadas e a indústria.

Brad Smith, da Microsoft, discorda

Já o presidente da Microsoft, Brad Smith, discorda que o uso público do reconhecimento facial deva ser adiado até que haja uma legislação “definitiva”. Segundo Smith, uma legislação segura e eficaz é necessária, mas ela pode ser reestruturada de forma minuciosa, e com a tecnologia em uso.

Smith disse que o uso da tecnologia não deveria ser interrompido, citando um dos maiores benefícios que ela pode oferecer no momento: quando ONGS ajudam famílias a reencontrar crianças desaparecidas.

O presidente da Microsoft concordou que o uso público do reconhecimento facial precisa de regulamentação. Para ele, o seu uso prático pode ser a melhor forma de ajudar os legisladores a estabelecer novas regras: “A melhor maneira de fazer uma tecnologia evoluir é mantendo-a em uso”, disse Smith.

“Deepfake” causa preocupação

O deepfake, técnica usada para atribuir fala e movimentos a rostos humanos, em vídeos, por meio da inteligência artificial, tem se tornado cada vez mais acessível, e preocupa as autoridades quanto ao estrago que a tecnologia pode causar se usada de forma danosa.

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