Empresa que dirige 1º porto a ser privatizado por Bolsonaro foi hackeada

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A Companhia Docas do Estado do Ceará (CDC) sofreu um ataque hacker em que os dados dos servidores foram “sequestrados” (criptografados), tonando-se completamente inacessíveis para os funcionários. Para que os dados sejam descriptografados, os criminosos pedem uma quantia em Bitcoins, como resgate. Esse tipo de ataque é feito com vírus conhecidos por ransomware.

A CDC é uma empresa estatal que gerencia o Terminal Marítimo de Passageiros (TMP) do Porto de Fortaleza. O TMP foi inaugurado em 2014, teve o investimento de R$ 240 milhões, com renda anual de R$ 1,9 milhão, e será o primeiro porto a ser privatizado pelo governo federal.

Terminal Marítimo de Passageiros do Porto de Fortaleza. (Fonte: CDC/Divulgação)

Ataque parece não ter relação com a privatização

O ataque hacker ocorreu dois dias antes de o Tribunal de Contas da União (TCU) autorizar o governo federal a vender o TMP. A invasão foi percebida pela primeira vez na segunda-feira (28/10), e até a noite de quarta-feira (06/11) os sistemas continuavam inacessíveis, com grande parte dos serviços sendo realizados de forma manual ou por meio de uma estrutura improvisada.

Para a diretora-presidente da Companhia Docas do Ceará, Mayara Chaves, a invasão não tem relação alguma com o fato de o estabelecimento constar na lista de privatizações do governo, até porque, entre os dados que foram criptografados, não há documentos referentes ao processo de concessão.

Normalização do funcionamento do TMP pode demorar

Para Chaves, o ataque possui indícios que apontam ter sido feito por hackers especializados e não por amadores, pois o sistema de criptografia utilizado é o mesmo que protege os dados da Casa Branca, a sede do governo dos EUA.

A Polícia Federal orientou a empresa a não entrar em contato com os criminosos para nenhum tipo de negociação.

Para minimizar o impacto no fornecimento dos serviços, a CDC instalou um sistema emergencial em alguns computadores, para aproveitar o acesso aos sistemas que não foram afetados. Enquanto isso, companhias especializadas foram contratadas para realizar a limpeza dos arquivos dos servidores e do backup, o que pode levar tempo.

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