(Fonte da imagem: PC World)

Donos de aparelhos Android que se deparam com avisos que afirmam que é preciso atualizar a bateria de seu dispositivo devem tomar cuidado. Segundo a PC World, aplicativos distribuídos através desse tipo de anúncio podem colocar em risco a privacidade do usuário, sem em nenhum momento cumprir o objetivo de aprimorar o gerenciamento de energia.

Em alguns casos nem sequer é preciso instalar um aplicativo para que a infecção seja realizada, basta selecionar a propaganda que surge na tela para comprometer o aparelho. Andrew Brandt, diretor de pesquisa de ameaças da Solera Networks afirma que tais anúncios ultrapassam qualquer limite aceitável, ao apelar para informações que assustam ou enganam os usuários e os fazem instalar malwares.

Avisos do tipo são velhos conhecidos dos usuários de PCs, acostumados a lidar com propagandas falsas que acusam alguma espécie de ameaça no computador. Ao convencer pessoas de que é preciso baixar um programa de proteção para suas máquinas, tais anúncios servem como porta de entrada para a instalação de malwares e aplicativos espiões.

Ameaça à privacidade

(Fonte da imagem: PC World)Brandt afirma que a bateria é um alvo preferencial desse tipo de esquema pelo fato de ser uma das principais preocupações de donos de smartphones. Enquanto vírus parecem uma ameaça distante e restrita aos computadores, para muitos a possibilidade de ficar sem carga no meio do dia gera uma grande angústia.

O diretor de pesquisas de ameaças da Solera Network aponta o Battery Doctor (ou Battery Upgrade) como um dos “atualizadores de bateria” mais problemáticos. O aplicativo em nada modifica a autonomia da bateria, porém é eficiente em reunir informações sobre contatos, número de telefone, nome, endereço de email e identificador único do aparelho, conhecido como IMEI.

A partir dessas informações, um criminoso pode “clonar” o aparelho e interceptar chamadas e mensagens recebidas por ele. Além disso, também pode roubar dinheiro do usuário infectado, seja através da realização de chamadas a longas distâncias ou pela assinatura de serviços através de SMS.

Distribuição descontrolada

Segundo a PC World, não são somente aplicativos de empresas pequenas que estão distribuindo os anúncios falsos. O site afirma que jogos famosos como Angry Birds e Guns também exibiram algumas das propagandas que levavam ao download de aplicativos maliciosos, devido à aparente falta de controle sobre o conteúdo exibido na tela.

Mason Tanner, negociante de anúncios que trabalha para a Green Fin Media, afirma que os desenvolvedores de malware podem pagar uma comissão entre US$ 1 e US$ 3 por cada download de seus aplicativos falsos. Com isso, as companhias de publicidade apelam para táticas que provocam o medo e ansiedade como forma de garantir um lucro maior.

(Fonte da imagem: Android.com)

Segundo a empresa de segurança McAffe, os aparelhos Android são mais afetados por malwares devido à grande quantidade de empresas que utilizam a plataforma. Um relatório recente da companhia mostra que o número de malwares para o sistema operacional saltou 76% em questão de três meses. Felizmente, o número de pessoas infectadas ainda permanece pequeno – 2% dos usuários nos EUA e 5% mundialmente, segundo números divulgados pela Lookout.