O SIM Swap — ‘troca de chip SIM’ — é uma técnica de cibercrime vem acontecendo aos montes no Brasil. Como uma “moda”, a Polícia Civil do Ceará informou em dezembro de 2018 que pelo menos 5 mil cidadãos já sofreram com este golpe no estado, por exemplo. Agora, os Estados Unidos também ganharam seu capítulo e estão processando nove pessoas pela prática criminosa.

Muitos brasileiros já caíram no golpe da troca do chip celular

Segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, seis das nove pessoas fazem parte de um grupo hacker chamado “The Community” e outras três são ex-funcionários de operadoras. Os nove cibercriminosos tiveram sucesso em roubar cerca de US$ 2,5 milhões em criptomoedas.

Como acontece o SIM Swap, resumidamente: o processo de obtenção de um novo chip celular para o mesmo número — quando a pessoa perde o celular ou é roubada — é bastante falho. Criminosos conseguem se passar pelas vítimas com informações vazadas em bancos de dados disponíveis na deep web ou mesmo comprando banco de dados de empresas de marketing. Com várias informações em mãos, o criminoso toma controle do número de celular e começa a recuperar senhas em apps de banco, redes sociais e vários outros serviços.

Foram sete ataques de SIM Swap registrados que roubaram US$ 2,5 milhões em criptomoedas

Cinco homens estadunidenses e um irlandês, integrantes do grupo “The Community”, vão responder por conspiração para cometer fraude, fraude eletrônica e roubo de identidade agravado. Já os três ex-funcionários vão responder criminalmente por fraude eletrônica. Os cibercriminosos têm entre 20 e 28 anos de idade.

O processo revela que os criminosos ganhavam acesso ao celular e buscavam carteiras de criptomoedas para realizar transações. No total, foram sete ataques de SIM Swap registrados que roubaram US$ 2,5 milhões em criptomoedas.

  • Agora, sob estas acusações, eles podem puxar até 20 anos de prisão.

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