Imagine-se usando uma dessas novas patinetes para percorrer pequenas distâncias e, ao encerrar sua corrida, a máquina começar a proferir ofensas sexuais. Foi isso o que aconteceu com algumas scooters da Lime em Brisbane, na Austrália. Elas foram hackeadas para transmitir mensagens de áudio, digamos, “boca-suja”.

Embora a companhia tenha retirado os veículos de operação, vários usuários compartilharam gravações que diziam “Não me leve lá, não gosto de ser montado” ou “Se você montar em mim, então, por favor, puxe meu cabelo, ok?”. Nesta semana, pelo menos oito patinetes foram modificadas para transmitir mensagens de áudio com referências e ofensas sexuais. Esses recados foram registrados por alguns usuários que as compartilharam nas redes sociais antes que a Lime as tirasse de operação.

A empresa classificou o episódio como “comportamento decepcionante”, pois as frases foram veiculadas não somente ao término da jornada como também repetidas várias vezes, mesmo após o bloqueio. Segundo a Lime, a modificação foi física, a partir da porta de acesso usada para carregar os arquivos de áudio, mas o invasor não teria conseguido acessar o sistema operacional — o que afasta a possibilidade de riscos para os usuários.

Não é a primeira vez que algo desse tipo acontece. No ano passado, em Oakland, nos EUA, houve casos de os aparelhos emitirem mensagens quando eram tocados ou havia uma tentativa de remoção para outro lugar. Nesse caso, a patinete “dizia” que “chamaria a polícia” caso fosse desbloqueada.

A notícia não é nada boa para a Lime, que em fevereiro deste ano já sofreu uma falha no firmware que travava as rodas repentinamente, causando acidentes graves com ferimentos na face e nos braços.

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