De acordo com Ilya Rogachev, líder no Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia para Novos Desafios e Ameaças, os russos já possuem uma internet independente e alternativa completamente pronta para uso. Contudo, isso só aconteceria “no pior cenário” possível.

A rede seria usada futuramente pelos BRICS, bloco de países composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul

Existem recursos técnicos, financeiros, intelectuais e todos os demais recursos necessários para isso, mas eu não acho que alguém realmente queira isso. A principal coisa que poderia levar a tal resultado é a política de nossos parceiros ocidentais, em particular a imposição de padrões duplos. Se eles continuarem a impor padrões duplos, podemos começar a falar sobre a criação de uma Internet paralela na Rússia, como uma espécie de pior cenário possível.

Segundo o Rogachev, o pior cenário possível seria quando “se encerrassem os esforços” com os países ocidentais. Como o RT nota, em novembro de 2017, o Conselho de Segurança da Rússia pediu para o governo desenvolver uma infraestrutura de internet independente da atual. No caso, ela seria usada futuramente pelos BRICS, bloco de países composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Na época, o presidente russo Vladimir Putin colou o dia 1 de agosto de 2018 como data para entrega da rede.

Ainda na época, o Conselho de Segurança comentou que o desenvolvimento da rede alternativa se daria pelo “aumento das capacidades das nações ocidentais para realizar operações ofensivas no espaço informacional, bem como a maior prontidão para exercer essas capacidades, que representam uma séria ameaça à segurança da Rússia”.

No final das contas, tudo é tática de ciberguerra

“A internet está sendo regulamentada em todos os países e a Rússia não é exceção. No entanto, opções extremas como a norte-coreana ou Cuba não são a nossa escolha”, adicionou German Klimenjo, assessor da presidência.

No final das contas, tudo é tática de ciberguerra: com o desenvolvimento de uma internet alternativa, a Rússia — e os BRICS — teriam uma saída rápida caso sanções não permitam acesso aos domínios e servidores comuns.

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