Uma ação feita em conjunto entre a polícia dos EUA, do Canadá e da Austrália levou à prisão de Vicent Ramos, empresário à frente da marca Phantom Secure. Segundo as investigações, o CEO teria sido responsável direto pela venda de aparelhos BlackBerry a agentes de operações com tráfico de drogas.

Smartphone escolhido é conhecido pela alta segurança

Antes de serem entregues aos traficantes, os aparelhos eram configurados para viabilizar os atos ilícitos. O modelo escolhido para o procedimento foi o Custom, da BlackBerry, até hoje bastante popular por conta da segurança extra que promete ao usuário. 

No momento da intervenção, eram retiradas todas as funções de conectividade e dispositivos como câmeras e microfones. Além disso, a instalação de um software de criptografia chamado "Pretty Good Privacy" garantia o sigilo dos dados trafegados no aparelho.

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Rede ilegal não focava apenas em aparelhos

As ações da Phantom Secure ultrapassaram as adaptações dos dispositivos móveis. As investigações revelaram também que a empresa chegou a criar servidores em zonas periféricas como Panamá e Hong Kong, locais onde a ação investigativa da polícia era considerada mais difícil. 

Ao investigar as ações dentro da Phantom, no entanto, os relatórios demonstram que os esquemas internos tinham qualidade de sigilo muito frágil, a ponto de utilizarem emails e outras informações aparentes com evidências diretas aos atos ilícitos.

Estima-se que cerca de 20 mil aparelhos tenham sido distribuídos no total. Entre os países de destino estão Cuba, Venezuela e México.

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