Kim Dotcom vai lançar uma nova internet longe de cobranças de operadoras

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Em tempos sombrios que operadoras e governo querem destruir a neutralidade da rede nos Estados Unidos, Kim Dotcom quer surgir como resistência. O cara já é conhecido mundialmente pelo Megaupload e, nos EUA, é procurado por compartilhar arquivos ilegais e problemas com direitos autorais. Agora, como resistência, Dotcom quer trazer uma nova internet, uma internet alternativa longe das amarras de operadoras.

De acordo com o RT, Kim Dotcom busca desenvolver uma internet alternativa para "combater problemas de privacidade e liberdade". Essa nova internet será desenvolvida por meio da MegaNet, que deve operar sem endereços de IP.

Essa nova internet estará pronta para redes e dispositivos móveis em quatro ou cinco anos

"A internet corporativa atual será substituída por uma internet melhor, com a capacidade ociosa de centenas de milhões de dispositivos móveis. Dirigido pelas pessoas para as pessoas. Romper a neutralidade da rede só acelerará a adoção de uma nova rede. O desenvolvimento garantirá que a liberdade na internet se tornará realidade", comentou Dotcom.

Segundo o inventor do Megaupload, essa nova internet estará pronta para redes e dispositivos móveis em quatro ou cinco anos. Essa ideia de Dotcom nasceu com discussão sobre a neutralidade da rede, que você entende mais aqui embaixo.

Neutralidade?

A Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos Estados Unidos está apertando o cerco contra a neutralidade de rede. Ontem (22), o presidente da comissão Ajit Pai, escolhido pelo presidente norte-americano Donald Trump, comentou que a FCC simplesmente quer exigir "dos provedores de serviços na Internet que fossem transparentes em relação às suas práticas para que os consumidores pudessem adquirir o pacote de serviços que fosse melhor para eles e para que os empreendedores e outras pequenas empresas pudessem dispor da informação técnica necessária para inovar". Dessa maneira, existiriam cobranças diferentes para diferentes de uso da internet.

Obviamente, o movimento para acabar com a neutralidade da rede não é favorável aos usuários, mas apenas aos conglomerados de operadoras.

Explicando de maneira rápida um cenário que o fim da neutralidade da rede pode trazer. Com uma assinatura mensal de internet por US$ 50, as operadoras poderão incluir pacotes de serviços como: serviços de streaming (Netflix, Twitch, Hulu, Amazon...) por US$ 10 extras, serviços pay-per-view por mais US$ 10 extras, banda para jogos multiplayer online por US$ 20 extras... E, dessa maneira, as operadoras poderão criar pacotes específicos para uso de internet. O usuário que costuma usar Netflix e jogar online entraria, provavelmente, na faixa mais cara.

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