Na Rússia, todas as empresas estrangeiras do setor de tecnologia têm seus produtos inspecionados pelo departamento de segurança, como forma de evitar que hardware e software possuam mecanismos passíveis de serem explorados como espiões de governos de outros países. Contudo, alguns grupos já vêm negando essa revisão e agora quem entra na lista é a McAfee.

Esse é mais um episódio da ciberguerra entre os Estados Unidos e a Rússia

Esses procedimentos sempre foram justificados pelo Kremlin como uma forma de evitar que companhias introduzam backdoors embutidos em seus programas, que poderiam ser usados como brechas para invasão e coleta de dados. Entretanto, especialistas norte-americanos disseram que a inspeção russa também abre a possibilidade da exploração de possíveis vulnerabilidades para fazer o caminho contrário.

Segundo a Reuters, a decisão da McAfee aconteceu em abril, depois dela ter se tornado independente da Intel. Ela comunicou que não houve problemas, mas que preferiu seguir as recomendações das autoridades estadunidenses. Vale lembrar que há uma ciberguerra (nem tão) velada entre Rússia e Estados Unidos desde a exposição de que hackers russo influenciaram as eleições de 2016.

Symantec puxou a fila

A Symantec foi um dos primeiros grupos a negar a revisão de seus códigos, em 2016, para qualquer tipo de organização. A iniciativa foi justamente para evitar que acordos pudessem comprometer a segurança de seus aplicativos.

Empresas como a Hewllet Packard Enterprises até contratou uma empresa independente, a Echelon, para fazer as revisões exigidas pelos russos. Porém, não dá para saber ao certo se o governo da Rússia aceitou, já que a Echelon também realiza trabalhos para o Pentágono.

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