Em um mundo onde a cada dia o número de ataques cibernéticos aumenta exponencialmente, é necessário que o governo de um país esteja preparado para todo tipo de ameaça que possa ferir a integridade de seus serviços online. O alerta é maior especialmente quando as ameaças envolvem infraestruturas ligadas diretamente às forças armadas e a outros tipos de defesas nacionais.

Nesse quesito, devemos acreditar que não há lugar mais capacitado para lidar com esse tipo de perigo do que os Estados Unidos. Com uma equipe de mais de 6 mil pessoas trabalhando diretamente com a defesa cibernética do país, sobram recursos para auxiliar aqueles aliados políticos que não estão tão bem preparados assim.

É o caso do Japão, um dos maiores parceiros dos americanos em questões econômicas e políticas. O posicionamento geográfico dessa nação é considerado estratégico: é como um posto avançado dos Estados Unidos encrustado no centro das operações asiáticas. Uma ilha que, além do mar, está cercada por dois países não tão simpáticos aos yankees – China e Coreia do Norte.

Japão precisa de reforços

O Departamento de Defesa Cibernética nipônico conta com meros 90 funcionários que são responsáveis por aplacar ataques que acontecem a cada poucos segundos contra sites do governo japonês. E tudo isso enquanto a Terra do Sol Nascente se prepara para um dos maiores eventos culturais e sociais (e por que não políticos?) do mundo: os Jogos Olímpicos de 2020 em Tóquio.

Conforme uma declaração dada pelo Grupo de Política de Defesa Cibernética EUA-Japão, os ataques são cada vez mais frequentes e mais sofisticados, seja por parte de outros governos ou de civis, o que exige uma adaptação contínua por parte das agências de proteção. Os secretários de defesa dos dois países, Ash Carter e Gen Nakatani, lideraram um encontro dessa iniciativa em Cingapura para revelar o investimento maior dos americanos na defesa virtual do Japão.

EUA com a pulga atrás da orelha

Os ataques feitos à Sony Pictures Entertainment, supostamente de origem norte-coreana, deixaram as autoridades em alerta contra outras possíveis invasões, dessa vez mais danosas. O governo chinês se mostrou incomodado com o projeto de defesa nipo-americano, alegando que isso gera apenas mais pânico cibernético do que realmente ajuda em alguma coisa.

Independentemente da China e da Coreia do Norte de fato possuírem culpa no cartório nessa história toda, Estados Unidos e Japão não abrem mão de botar em prática um ditado antigo: o seguro morreu de velho.

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