Muita gente costuma pensar que, com o passar dos anos, a maneira como hackers têm acesso às suas informações e invadem sistemas de computador evoluiu drasticamente. Mas um relatório lançado recentemente pela Verizon veio para mostrar justamente o contrário: os truques mais antigos continuam sendo os mais eficientes.

A pesquisa contou com a análise de mais de 80 mil incidentes de seguranças, além de mais de 2 mil falhas por todo o mundo. Segundo ela, 96% dos tipos de ataques atuais podem ser separados em apenas nove categorias – dentre elas, apenas quatro são realmente relevantes, com destaque para as falhas humanas como sendo as principais causas.

Nesse aspecto, o famoso método do phishing (o envio de um email que leva a vítima a uma página falsa para preencher e roubar suas credenciais) continua sendo o mais comum, representando dois terços dos casos de espionagem virtual. De 150 mil emails de phishing analisados pela Verizon, 23% dos recipientes abrem os emails, enquanto 11% abrem os anexos.

O mais triste, no entanto, é que uma em cada dez pessoas abrem o anexo sem nem mesmo saberem o que estão abrindo. Esse método, de fato, é tão eficiente que leva uma média de apenas 82 segundos para ter vítimas, do momento em que a “campanha” é lançada.

Como se não fosse suficiente, os incautos não são as únicas vítimas: pessoas que deveriam ter mais experiência na área, como funcionários de empresas importantes e contas governamentais, são vítimas desses casos com tanta frequência quanto todo o resto.

Moral da história, pela enésima vez: se o email vem de alguém que você não conhece, não abra o link ou o anexo que está nele – e mesmo se for de um amigo, pense duas vezes. E não, você não ganhou aquela promoção, nem está com um problema urgente de sua conta do banco que só pode ser resolvida baixando o arquivo que veio na mensagem.

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