(Fonte da imagem: Reprodução/Adnews)

Seguindo os passos de empresas como o Facebook e a Google, a Apple divulgou na última terça-feira (5) uma lista com os pedidos de divulgação de dados feitos por governos ao redor do mundo. Embora não surpreenda o fato de os Estados Unidos encabeçarem a lista de pedidos, o Brasil também aparece em um local de destaque — ao todo, o país pediu dados relacionados a pouco mais de 5 mil dispositivos fabricados pela empresa.

O mais curioso é o fato de esses aparelhos estarem relacionados a somente 34 pedidos de verificação, o que mostra que cada um deles envolveu uma quantidade vasta de aparelhos. No entanto, segundo a Apple somente 2 desses casos resultaram na divulgação de dados normalmente confidenciais.

Em comparação, 3.110 dos 8.605 aparelhos investigados pelos Estados Unidos tiveram seus dados divulgados pela Maçã. O único país que se aproximou disso foi a Alemanha, que requisitou dados de 4.928 gadgets da companhia, o que resultou na divulgação de informações relacionadas a 1.856 dispositivos.

Estados Unidos é recordista em pedidos

Já em relação a contas de usuários, o Brasil pediu mais detalhes sobre as atividades de oito clientes da empresa. Em todos os casos, a organização demonstrou objeções aos pedidos realizados e nenhuma das informações requisitadas foi divulgada — algo que não acontece nos Estados Unidos, que exigiu a divulgação de dados relacionados a aproximadamente 2 mil pessoas, dos quais pelo menos metade foi informada.

Em contraste, a Rússia só pediu detalhes sobre a conta de um usuário, enquanto a Coreia do Sul quis investigar somente quatro pessoas. Segundo a Apple, a maioria das requisições não se relaciona a atos de terrorismo nem a acusações de pirataria, afirmando que nunca recebeu um pedido que se relacionasse ao Ato Patriótico norte-americano — e, mesmo se isso acontecesse, a empresa estaria pronta para contestá-lo.

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