A AIDS Healthcare Foundation (AHF) lançou esta semana uma campanha bastante polêmica nos Estados Unidos. Em diversos outdoor e cartazes, a organização liga o uso de redes sociais de paquera à disseminação de doenças sexualmente transmissíveis — entre os nomes citados diretamente estão o Tinder e o Grindr.

Segundo o presidente da AHF, ela simplesmente está se adaptando ao fato de que as pessoas não se encontram mais em bares quando estão à procura de sexo casual. “Vimos um aumento nos casos de HIV e DSTs como resultado desses aplicativos, não estamos julgando ou condenando seu uso”, afirmou Michael Weinstein em uma entrevista à ABC 7 News.

“Só estamos dizendo para as pessoas usarem isso de forma responsável, e se você tem encontros com muitas pessoas, então é uma boa Idea fazer testes para DSTs”, complementou. A ação não agradou muito as companhias citadas: o Tinder enviou um pedido exigindo que os outdoors sejam removidos, caso contrário uma ação judicial deve ser iniciada.

“Essas acusações gratuitas e totalmente sem substância estão sendo feitas com o objetivo de causar um dano irreparável à reputação do Tinder em uma tentativa de encorajar pessoas a fazer os testes de HIV promovidos por sua organização”, afirmou o documento enviado pela empresa. Até o momento, o Grindr aparentemente não se pronunciou oficialmente sobre o ocorrido.

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