Nos últimos anos, uma palavra complicada e temida fez com que a NFL (Liga Nacional de Futebol Americano dos Estados Unidos) gastou bilhões de dólares em acordos com ex-atletas. Esta palavra é a "concussão", um tipo de lesão cerebral microscópica e que às vezes não apresenta sinais neurológicos, mas que pode causar grandes danos em longo prazo — principalmente se forem frequentes.

E por que a NFL gastou tanto dinheiro por causa das concussões? Porque por muitas décadas não era sabido o real efeito das pancadas e, hoje, muitos atletas ainda lutam na justiça por indenizações. Mas é preciso deixar muito claro: a NFL não está contente apenas em pagar indenizações para os jogadores. A Liga quer ir muito além, fazendo com que as concussões sejam evitadas ao máximo.

Nesta semana, a Liga anunciou uma parceria com a General Electric para financiar pesquisas bem interessantes nesse setor. Serão investidos US$ 500 mil para que possa ser criado um mecanismo portátil capaz de detectar lesões cerebrais causadas por traumas — as concussões. E esses sistemas já estão sendo testados, graças à empresa BrainScope, que criou o Ahead 200.

Este dispositivo é conectado a um smartphone para fazer um eletroencefalograma o mais rápido possível — seja na sideline  (lateral do campo) ou no departamento médico do estádio. Analisando as ondas cerebrais logo após o impacto, os médicos podem encaminhar o atleta para o tratamento correto com muita velocidade. O FDA (órgão de regulamentação de drogas e alimentos dos EUA) já aprovou o Ahead 200. Ou seja, é possível que vejamos o sistema em funcionamento efetivo nos próximos anos.

Mudanças também nas regras

Basta comparar os atletas da NFL da década de 1980 com os de hoje. Eles estão cada vez maiores, mais pesados, mais fortes e mais rápidos. Os equipamentos de segurança tiveram que se reinventar para que pudessem continuar protegendo os ateltas, mas as regras também passaram por adaptações.

Ao longo da última década, várias regras foram criadas para impedir que os atletas possam utilizar a cabeça em contato com os adversários — visando justamente diminuir as lesões. Atualmente, o contato com o capacete é uma falta grave. Juntando novas regras,  equipamentos mais completos e tecnologia de ponta, certamente o futuro dos jogadores de hoje será muito mais tranquilo que o de quem sofreu muitas concussões no passado.

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