(Fonte da imagem: Reprodução/Daily Mail)

“Sentia que estava enlouquecendo. Os médicos não conseguiam encontrar nada de errado em mim, eu estava em boa forma e saudável em todos os demais quesitos — uma bateria de testes provou isso”, relata a nutricionista Julia Taylor. Embora profissionais da saúde indicassem que as dores constantes que ela sofria eram causadas pela chegada da menopausa, outro elemento era o verdadeiro culpado: a convivência com a tecnologia.

Segundo Julia, até que o diagnóstico fosse descoberto, ela foi forçada a recorrer a diversas marcas de analgésicos, métodos de medicina alternativa e até mesmo a terapias de reposição hormonal, somente para ver todas essas soluções falhar. “Eu não conseguia trabalhar direito porque eu estava exausta o tempo todo. Uma vez, eu não dormi por quatro noites seguidas. Eu estava vivendo em um pesadelo”, afirma ela.

A nutricionista acredita sofrer de uma condição conhecida como eletrohipersensibilidade (EHS), responsável por causar todos seus sintomas. Em outras palavras, ela diz possuir alergia à radiação provocada por sinais WiFi, smartphones, tablets, telas de televisão e luzes florescentes — em resumo, a todos os elementos que constituem a vida moderna.

A EHS é uma condição controversa entre os médicos, que discordam sobre sua real existência. Enquanto países como a Suécia reconhecem a condição como um obstáculo para a realização de atividades cotidianas, os Estados Unidos acreditam que não há provas que relacionem os sintomas reportados a aparelhos eletrônicos.

Tecnologia e saúde

Segundo Denis Henshaw, professor emérito de Efeitos de Radiação em Humanos da Universidade de Bristol, muitas pessoas que vivem próximas a linhas de alta tensão apresentam desordens do sono e sintomas de depressão. “Isso pode ser explicado pelo fato de que campos magnéticos desregulam a produção de hormônios como a melatonina”, explica o especialista.

(Fonte da imagem: Reprodução/Daily Mail)

“Ainda não sabemos se outros sintomas do EHS ocorrem dessa maneira, mas pesquisadores estão estudando as maneiras como os campos elétricos e magnéticos podem afetar negativamente a saúde”, explica Henshaw. Mesmo sem dados concretos, entidades europeias já aprovaram resoluções que limitam o uso de redes WiFi e de celulares em escolas.

Além disso, a Organização Mundial da Saúde classifica os campos magnéticos gerados por telefones móveis como potencialmente cancerosos. Pesquisadores acreditam que aproximadamente 5% da população mundial sofre da mesma condição de Julia, cujas causas normalmente estão relacionadas à exposição a dispositivos eletrônicos modernos.

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