Médicos da Universidade de Oxford fizeram história recentemente ao conseguir completar com sucesso a primeira cirurgia intraocular com assistência de um robô. Com o auxílio de uma máquina, o professor de oftalmologia Robert MacLaren conseguiu remover uma membrana com espessura de um milionésimo de milímetro localizada dentro do olho de um paciente.

O mecanismo usado para conseguir essa proeza é conhecido como “Robotic Retinal Dissection Device” ou simplesmente R2D2. Desenvolvido pela empresa holandesa Preceyes BV, o dispositivo foi criado para realizar procedimentos cirúrgicos que envolvem entrar e sair de glóbulo ocular através de um buraco com menos de um milímetro de espessura.

Entre as características que chamam atenção na máquina está o fato de que ele consegue ser extremamente preciso mesmo diante das severas limitações com as quais ele é obrigado a lidar. A ferramenta emprega um conjunto de sete motores computadorizados que funcionam de forma independente e se movimentam em velocidades de 1/1000 de milímetro a cada vez.

A máquina deve compensar os limites da fisiologia humana

A velocidade lenta de operação é necessária para eliminar qualquer possibilidade de que o robô “trema” acidentalmente enquanto realiza seus trabalhos. “As tecnologias atuais de scanners por lasers e microscópios nos permitem monitorar doenças de retina em níveis microscópicos, mas estamos limitados pelas restrições fisiológicas de como a mão humana pode operar”, afirmou MacLaren à BBC.

O R2D2 ainda está em fase de testes clínicos, que devem se tornar progressivamente mais complicados. Caso tudo ocorra conforme o esperado e o dispositivo ganhe aprovação governamental, ele tem o potencial de marcar um avanço substancial para as cirurgias oculares realizadas no futuro.

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