Celulares com flip marcaram época na história da tecnologia, com modelos que foram um verdadeiro sucesso nas décadas de 1990 e 2000: o Motorola RAZR V3, o STARTAC e muitos outros aparelhos eram o ápice da tecnologia há alguns anos. Agora, com o touchscreen dominando e a quase extinção de botões físicos, esse estilo morreu — a não ser na China, onde a Samsung lança até hoje e de forma exclusiva modelos "top de linha" com uma proteção dobrável.

A dúvida é inevitável: por que uma fabricante que faz modelos tão "de elite" como o Galaxy Note 4 também "regride" e apresenta o W2015 ( também conhecido como Galaxy Golden 2), mostrado na imagem acima? Na verdade, essa estratégia não é uma espécie de atraso ou erro de marketing, mas sim um respeito à cultura oriental e ao público consumidor.

Identidade acima de tudo

De acordo com uma postagem realizada no blog da Samsung, o público chinês valoriza muito uma sofisticação que leva em conta não só o design, mas elementos como harmonia com a natureza, racionalidade, história e uso do espaço.

Por isso, a China tem como conceito de celular "premium" um aparelho que mantenha os milhares de anos de ideologia e respeito pelas artes, uma reflexão da identidade cultural do país — além da qualidade e do fator luxo, claro.

Desde 2011, a Samsung lança a cada ano um novo aparelho da série "W", um smartphone com Android que apresenta flip e tem configurações bastante altas, competindo com o grande mercado. Do pioneiro W999, lançado em 2011, ao W2015, apresentado neste ano, as atualizações são sutis e buscam capturar a "essência" da tradição chinesa, com detalhes sutis no design que, por lá, fazem toda a diferença.

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