Hoje em dia você quer consultar rapidamente o email e pega o smartphone. Bateu o tédio? Tire o celular do bolso e abra a loja de apps — isso se ele não estiver já na sua mão, pois o WhatsApp e o Facebook não param de “apitar”. Ah, e você provavelmente está ouvindo música por ele, deixou vários vídeos do YouTube na fila para ver depois e, se quiser, até pode consultar o GPS para saber exatamente onde está.

Pode parecer estranho para muita gente, mas há alguns anos os celulares ainda nem se chamavam smartphones, muito menos acumulavam tantas funções assim. A prioridade era para as ligações ou mensagens e o mais moderno que havia era jogar "Snake", o popular "jogo da cobrinha".

Abaixo, listamos alguns aparelhos clássicos que você com certeza já teve ou viu nas mãos de alguém. Prepare-se para fazer uma viagem no tempo e se lembrar de (ou conhecer) uma época em que palavras como "iPhone", "Galaxy" e "Xperia" ainda não significavam nada.

Nokia 3310

Não tinha como começar com outro, não é mesmo? Talvez o modelo mais clássico da fabricante, esse celular lançado pela Nokia em 2000 ganhou uma espécie de sobrevida na memória dos fãs por conta das piadas — o gadget virou meme por ter uma bateria interminável e ser praticamente indestrutível. O carinho é tanto que ele até virou a brincadeira de 1° de abril da Microsoft em 2014. Ele teve várias variantes com nomes parecidos e apresentava o conteúdo em uma tela de 84x48 pixels. Ao todo, foram 126 milhões de unidades vendidas em todo o mundo.

Motorola RAZR V3

Você se lembra de quando celulares com flip eram a maior moda — e abrir ou fechar o aparelho com uma das mãos parecia a coisa mais estilosa do mundo? Estima-se que o Motorola RAZR V3, de 2004, seja o modelo mais vendido da fabricante, com mais de 130 milhões de unidades comercializadas. O aparelho era bastante fino para a época (13 mm de espessura) e tinha um design moderno.

Um pouco mais moderno que o anterior, ele tinha tela de 176x220 pixels, câmera VGA, Bluetooth e a possibilidade de sincronizar conteúdo com o PC. A memória disponível, entretanto, era de incríveis 7 MB. O sucesso do modelo foi tanto que a linha RAZR foi ressuscitada anos depois para o lançamento de uma série de smartphones.

Nokia 6110

A Nokia marcou época no início da vida dos celulares, mesmo que eles não fossem um primor em uso ou design. O 6110 parecia antiquado até mesmo em 1997, ano de seu lançamento: a antena era enorme e bastante visível e o visual parecia o de um telefone de casa sem fio. Acredita-se que ele foi o primeiro a contar com uma interface separada por ícones, sendo ainda o pioneiro da Nokia em sensor infravermelho e no jogo "Snake". A bateria durava dias, mesmo com apenas 900 mAh.

Sony Ericsson K750

Quando falamos hoje em especificações técnicas matadoras, logo imaginamos um processador incrível, memória RAM que não acaba mais e uma bateria de cair o queixo. Mas o celular "top de linha" Sony Ericsson K750 impressionou o público em 2005 por ter uma câmera digital traseira de 2 MP. Ele pesava somente 99 g e suportava cartões de memória de até 2 GB, sendo o reprodutor de mídia de muita gente que não havia se rendido ao iPod.

Motorola StarTAC

O primeiro celular com flip completo do mundo foi o Motorola StarTAC, em 1996. Ele mescla um visual ainda "tijolão" com a modernidade do visual "concha", sendo um dos primeiros grandes sucessos da história dos celulares. Ele também introduziu o vibracall como alternativa aos ringtones. Na época, quem quisesse aproveitar essa maravilha tecnológica precisava desembolsar US$ 1 mil.

Nokia 1110

Junto com o 3310, o celular Nokia 1110 também está no coração do público. Lançado em 2005, o aparelho foi um dos últimos com tela em preto e branco, mas já possuía modernidades como toques polifônicos, alarme e antena 2G.

Com preço baixo e facilidade de uso, ele foi um dos aparelhos mais populares de países em desenvolvimento — exatamente o caso do Brasil. A autonomia do aparelho em standby? Até 380 horas de uso sem precisar de recarga. Ele ganhou uma versão atualizada, a 1110i, no ano seguinte. Ao todo, foram 150 milhões de unidades vendidas em todo o mundo.

Motorola PT-550

Esse "vovô" pode não estar na memória de muita gente, mas marcou época. Isso porque o Motorola PT-550 foi o primeiro celular vendido no Brasil — e o primeiro a receber o carinhoso apelido de "tijolão". Ele chegou ao país em 1990 tendo a portabilidade (na medida no possível, claro) como principal recurso, além do identificador de chamada, que era uma linha de números na cor verde.

Os botões eram muito similares aos de qualquer aparelho fixo e ele até possuía um flip, mas que só escondia o teclado. Segundo o Rank Brasil, ele saiu primeiro só no Rio de Janeiro e custava entre 500 e 750 cruzados, mais 350 ou 400 cruzados para a linha telefônica.

Siemens A50/A55

Talvez o modelo mais clássico da Siemens (ao menos em terras brasileiras), o A50 e suas variáveis destacavam-se na multidão por conta da tela monocromática, porém com um tom alaranjado inconfundível. Ele foi o primeiro modelo de muita gente e vinha em várias cores, mas as variantes azul e branca foram as de maior sucesso. A agenda suportava até 50 contatos — provavelmente bem menos do que a quantidade atual dos seus amigos com WhatsApp.

Motorola C139

Dois anos antes do lançamento do primeiro iPhone, o Motorola C139 era um dos modelos que reinava no mercado. A tela era muito pequena, com 1,25", e ele tinha certos defeitos. Um deles estava na hora de ativar a luz do aparelho: para fazer isso, era preciso pressionar uma tecla – e ela também era executada, além de iluminar o aparelho. Isso resultava em ligações recusadas sem querer e outros problemas.

Ainda assim, ele servia perfeitamente (e serviu durante muito tempo) para quem estava atrás apenas de um aparelho para efetuar e receber chamadas. Além de "Snake", ele contava com os jogos "Box World" e "5 Stones".

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É muita história a ser contada nessa linha do tempo de celulares. Por isso, não foi possível listar absolutamente todos os aparelhos que marcaram época e continuam em nossas memórias. E aí, qual o gadget do passado que não sai da sua cabeça?

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