(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Quando Michael Zoeller (diretor-sênior de vendas e marketing dos setores de televisores e áudio e vídeo da Samsung) subiu ao palco da IFA Press Conf, algumas centenas de jornalistas de todo o mundo estavam esperando que a apresentação fosse morna e sem novidades, do mesmo modo como a maioria das apresentações anteriores.

Felizmente, todos estavam errados, pois o executivo da empresa sul-coreana mostrou alguns detalhes incríveis para todos os presentes. Ele não revelou aparelhos de telefonia e também não dedicou seu tempo para falar sobre a já consolidada liderança no mercado em diversos setores, ele foi além e explicou os motivos pelos quais as televisões precisam evoluir.

Ele deu, com detalhes, explicações de como os televisores Full HD se tornarão obsoletos em algumas décadas. Zoeller disse que as TVs "deixaram de ser fáceis de usar para se tornarem equipamentos de uso inteligente", sendo que no futuro será aliado o termo "impressionante" à utilização. Mas a pergunta que você deve estar se fazendo é...

"Mas por que Ultra HD?"

Quando a Samsung entrou no mercado de televisores, em 2003, as telas de 40 polegadas eram consideradas como gigantes pela maioria dos consumidores. E as resoluções existentes na época já eram suficientes para transmitir conteúdos com qualidade. Com a chegada das TVs Full HD, a densidade de pixels por polegada aumentou e a qualidade das imagens também.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Então as telas começaram a crescer e a densidade voltou a baixar, pois as resoluções se mantiveram. Hoje, televisores de 80 polegadas possuem densidades baixas, o que pode tornar as imagens menos nítidas do que aconteceria em telas menores. Essa é uma das principais razões para que o Ultra HD (ou 4K, como é chamado pelas outras empresas) se torne tão necessário.

Desfoques cada vez mais crueis

Um dos grandes problemas das telas gigantes é o desfoque causado pela rápida movimentação dos elementos nas cenas. Como Zoeller disse em sua apresentação, cruzar uma tela de 32 polegadas em 1 segundo acompanha uma determinada necessidade de taxas de atualização. Ao pensarmos em telas com maiores dimensões, fica claro que a taxa precisa ser maior.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

E isso só é possível com resoluções maiores. Dessa forma, televisores Ultra HD conseguem evitar que desfoques e rastros incomodem os consumidores, que podem dedicar mais tempo à diversão oferecida pelos conteúdos do que às reclamações por má qualidade nas imagens.

Quando isso será uma realidade?

Apesar de a Samsung já possuir um aparelho UHD no mercado (como você pode por este link), Zoeller diz que ainda vai demorar alguns anos até que os conteúdos sejam populares. Atualmente, não existem emissoras de televisão que ofereçam materiais com tamanha resolução e nem mesmo filmes em Blu-ray o fazem.

O executivo afirma que deve demorar pelo menos dois anos para que as emissoras se adaptem a esse perfil, sendo que as mídias físicas devem levar um ano a mais para chegarem aos padrões exigidos. Também é necessário que exista uma atualização dos formatos da conexão HDMI para tornar o UHD mais real.

O Tecmundo esteve na Itália para acompanhar a IFA Press Conference a convite da Messe-Berlin.

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