O Galaxy Note 7 teve um lançamento mais do que ruim, com diversos casos de explosões, superaquecimento e diversos outros problemas que levaram a Samsung a fazer o recall do aparelho. O grande problema é que depois da coleta dos aparelhos e tudo estar aparentemente resolvido, os riscos persistiram, levando a fabricante a desistir do aparelho e solicitar mais um recall, que não saiu barato.

Ao todo, 1,9 milhões de dispositivos foram recolhidos (números que mostram que o smartphone seria bem-sucedido se não apresentasse problema), custando aos cofres da montadora US$ 5 bilhões (R$ 16 bilhões). Cada celular teve um custo de US$ 2 mil (R$ 6,4 mil) para ser recuperado nas duas vezes.

Como o celular deveria ser...

Esse prejuízo terá impacto nos próximos dois quadrimestres fiscais da companhia, que devem acabar no meio do ano que vem. Isso é, em termos gerais, dois terços do lucro que a fabricantes arrecadaria nesse período. É um custo com o qual a empresa pode arcar, mas não deixa de ser um duro golpe à renda da companhia.

O problema só piorou depois do segundo recall

Antes do primeiro recall, houve 96 casos registrados de Galaxy Note 7 com problemas de superaquecimento. Desse total, 26 relatos foram de incêndios e 55 foram de danos à propriedade, como carros, móveis, garagem etc. Apesar de pedido de recolhimento ter sido efetuado, os problemas só aumentaram.

... como o celular está ficando

Segundo o Geeky Gadgets, no curto período no qual os aparelhos circularam após serem devolvidos, 23 novos casos foram revelados, demonstrando à Samsung que o problema ainda não tinha sido resolvido. Até o momento, a montadora ainda não sabe qual é o motivo dos acidentes, mas há teorias.

Como todo sabemos, o final dessa reviravolta foi o cancelamento das vendas do Galaxy Note 7 e o prejuízo listado acima. Agora, a Samsung quer reconquistar a confiança dos consumidores e redobrar o esforço no controle de qualidade dos seus aparelhos, ainda mais com o primeiro smartphone dobrável no horizonte da empresa. Para compensar os estragos, o Galaxy S7 e S7 Edge tentarão suprir o vácuo deixado pelo modelo problemático.

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