Quem achou que a Samsung estava exagerando ao fazer o recall de cerca de 2,5 milhões de unidades do novíssimo Galaxy Note 7 por todo o mundo por causa do comportamento explosivo do gadget, melhor pensar de novo. Isso porque, ao que parece, o número de acidentes envolvendo o aparelho e sua bateria nada estável pode ser bem maior do que se imaginava inicialmente. De acordo com um novo levantamento, mais de 70 dispositivos podem ter pegado fogo apenas nos Estados Unidos.

Até o momento, a informação era de que, globalmente, cerca de 35 exemplares do novo brinquedinho da fabricante sul-coreana tinham se incinerado por conta de um defeito na produção da bateria do aparelho. Isso foi o suficiente para que a companhia suspendesse a venda do modelo imediatamente e colocasse em prática uma operação de recall que custou mais de US$ 1 bilhão aos cofres da marca. A recomendação primária é que os consumidores levem o equipamento às lojas para devolvê-lo – recebendo um celular novo posteriormente.

O pau de selfie nem parece ser uma ideia tão ruim com o Galaxy Note 7, não é?

Esse novo quadro com o dobro de incidentes foi o resultado de uma análise feita pela própria empresa junto ao governo canadense, mostrando ao público que é preciso tomar cuidado com o uso do dispositivo e que o mais seguro é realmente aderir ao serviço de troca iniciado pela Samsung. A Health Canada – uma espécie de Procon do país – está inclusive usando esse tipo de estatística para convencer os cidadãos canadenses a fazer parte desse programa o quanto antes, para evitar que mais casos graves ocorram na América do Norte.

Como mais de 21 mil unidades do Galaxy Note 7 que fazem parte do lote defeituoso foram comercializadas no Canadá, foi criada até uma página específica para que os usuários possam resolver a situação rapidamente e sem nenhum tipo de burocracia. No site, basta inserir dados pessoais e informações específicas do aparelho para que um representante da Samsung entre em contato com o cliente e faça todo o direcionamento do recall a partir daí. Resta saber se ações como essa vão ser suficientes para conter a polêmica acerca do novo top de linha da sul-coreana.

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