É o fim da linha para o pequenino Clio. O francês, que desembarcou em terras com sua segunda geração, veio para brigar pelo segmento de hatches compactos em 1999 e não demorou muito para cair no gosto do brasileiro, tendo se tornado o segundo carro mais antigo em produção por aqui.

Foram 549.948 Clios produzidos em 17 anos de mercado brasileiro, sendo que parte deles passou a ser importado da Argentina desde que a linha foi transferida para lá. Era um carro que oferecia um pacote bem satisfatório de itens de série, como era o caso dos airbags – além de contar com um acabamento ótimo, algo comum nos primeiros modelos da Renault que passaram a ser produzidos localmente.

Era um carro econômico em sua versão 1.0 e divertidíssimo com o motor 1.6 de 16 válvulas... Mas o tempo passou, as vendas não estavam se sustentando e a Renault, em vez de trazer a terceira e a quarta geração do modelo pra cá, preferiu apostar na produção licenciada de modelos da romena Dacia: Sandero e Logan. Como a história confirma, os dois se deram muito bem por aqui, para o azar do pequeno Clio, que não recebeu nada além de alguns facelifts e, já se encaminhando para o fim, perdeu inclusive o airbag no período em que não era mais obrigatório.

Sendo assim, é hora de dizer adeus ao pequeno francês – um dos últimos a carregar o pedigree 100% da Renault – e dar as boas-vindas para o seu substituto, o Kwid, compacto que já é vendido na Índia. Ele virá com um motor 1.0 de três cilindros e com algumas melhorias estruturais para evitar ser massacrado nos testes de impacto como o que aconteceu com seu irmão indiano.

Enquanto isso, lá na Europa...

Se o Clio morreu aqui no Brasil, lá na Europa ele segue com mais fôlego do que nunca: em sua quarta geração, o carro ganhou uma versão “hot hatch” da RenaultSport: é o Clio 220 Trophy.

Reestilizado para seguir a identidade visual estabelecida pelo chefe de design da marca, Laurens van den Acker, o foguete de bolso francês briga diretamente com carros como o Fiesta ST e, para isso, conta com um sistema de escapamento Akrapovic e um motor 1.6 turbo de 220 cavalos de potência.

O preço dele lá fora é de £ 22,4 mil, o que daria algo em torno de R$ 90 mil por aqui, sem contar impostos – e talvez isso explique o motivo de a Renault não trazer o modelo pra cá.

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