A artista Dora Mutot publicou em seu Tumblr um vídeo de si mesma chorando de maneira natural, intensa e verdadeira — e acabou criando uma nova manifestação na internet que gerou dezenas de contribuições. A forma de desabafo foi muito bem recebida e virou um projeto na rede social: o Webcam Tears ("lágrimas de webcam", em tradução livre).

Nele, pessoas (especialmente mulheres, mas já com várias contribuições masculinas) enviam vídeos de si mesmas chorando em frente às câmeras. São várias ideias por trás do projeto, mas mostrar a fragilidade e a forma crua do ser humano em um momento de vulnerabilidade é um dos objetivos.

"Não é bonito ou romântico. Chorar é cru, há fluidos, soluços, é muito orgânico. É uma coisa natural que o corpo faz. Ele não te pergunta como você está, você não pode segurar ou controlar isso. De certa maneira, chorar é uma coisa muito animal, mamífera de se fazer", explicou Dora ao Huff Post.

Não é pornografia, mas virou

Ao se filmar em um momento de dor, Dora sentiu que os sentimentos tristes foram amenizados e sugeriu que voluntários fizessem o mesmo. Para ela, o projeto é um "canal de pornografia emocional", pois causa desconforto pela naturalidade e expressa desejos intensos.

Só que a situação tomou proporções quase inacreditáveis: o vídeo original da moça foi compartilhado tanto, que chegou a virar objeto de fetiche em perfis de sadomasoquismo — e a internet descobriu que assistir a mulheres chorando é algo que agrada a muita gente. Dora removeu a publicação original, mas parece ter, acidentalmente, criado uma espécie de nova forma de pornografia sem qualquer tipo de nudez ou ato sexual.

Você pode conferir o trabalho Webcam Tears neste link.

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