A edição 2014 da pesquisa “Este Jovem Brasileiro”, estudo realizado pelo Portal Educacional e publicado pelo G1, apontou que 5% de 4 mil estudantes entre 13 e 16 anos já fizeram sexo com pessoas conhecidas via internet. Dos adolescentes ouvidos, 11% namoraram alguém encontrado por meio de serviços online; 22% dos entrevistados revelaram que as relações físicas com jovens conhecidos em ambiente online não resultaram em ato sexual.

Ainda conforme registrado pela pesquisa, somente 1% dos 300 pais abordados pelo levantamento sabe que seus filhos conheceram seus namorados ou “ficantes” por meio da internet. As respostas foram coletadas de forma anônima junto a pessoas de 14 estados brasileiros. As informações referem-se ao período corrido entre os dias 5 de maio e 27 de julho deste ano.

Os contatos feitos pelos jovens são realizados majoritariamente através de redes sociais – aplicativos para celular dedicados à troca de mensagens são também ferramentas usadas por quem decide iniciar uma nova amizade potencialmente “colorida”. Dos 4 milhares de entrevistados, 600 confessaram já ter ativado a webcam de seus computadores para desconhecidos.

Estratégia e privacidade

Os encontros que ganham vida para além das telas dos computadores são geralmente marcados em locais públicos; jovens que conhecem pessoas por meio da internet costumam também levar amigos consigo por questão de segurança. Para que os relacionamentos possam ser construídos, 85% dos internautas passam ao menos 2 horas conectados diariamente.

Mentir a idade é prática comum por parte de quem faz uso de serviços online de relacionamentos. De acordo com o estudo, mais de 90% dos estudantes avaliados entraram em redes sociais antes mesmo de completar 12 anos – a idade mínima para cadastro junto ao Facebook, por exemplo, é de 13 anos. Ambientes que exigem idade mínima para acesso já foram usados pelos jovens: 86% deles admitiram ter mentido a idade.

Programas de monitoração paternal existem aos montes. É possível, desta forma, que pais controlem o conteúdo que pode ser acessado por seus filhos. Este tipo de medida, porém, não é suficiente para colocar fim ao acesso a redes sociais para os jovens: 63% deles afirmam que “censuras” podem ser mais facilmente evitadas por meio do uso de tablets ou smartphones.

Distanciamento entre pais e filhos

A conexão de jovens junto a redes sociais gera conflitos entre familiares. A pesquisa “Este Jovem Brasileiro” revelou ainda que quatro em cada cinco pais ouvidos têm problemas com seus filhos devido ao uso constante de internet pelos jovens. Dados pessoais como telefone e endereço já foram compartilhados online por 65% dos estudantes.

O estudo afirma também que um tipo de “apagão” acontece no momento em que jovens conectam-se aos serviços sociais via plataformas móveis. O alerta emitido pelas constatações registradas, portanto, toma este fenômeno como base: usuários de serviços de conexão entre pessoas devem ficar atentos às informações publicadas internet afora.

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