(Fonte da imagem: Reprodução/A Tribuna)

Não é segredo para ninguém: a internet está cheia de pessoas com mentes poluídas e prontas para denegrir a imagem de desconhecidos. Laís Gomes Fernandez, estudante de Engenharia Mecânica, de 20 anos, descobriu isso da pior forma ao ver fotos que estavam em seu computador e perfil no Facebook compartilhadas em um site de conteúdo adulto.

O site, que se intitula “a maior rede social de sexo e swing do mundo”, tinha dois perfis (um já bloqueado) com informações da jovem. A página foi descoberta depois que um amigo alertou a família e forneceu o endereço do portal, em que havia três fotos da estudante: uma da rede social e duas retiradas de seu computador pessoal.

“Minha mãe trabalha no comércio no centro de São Vicente. Ela estaciona o carro há dez anos no mesmo lugar e é amiga do dono. Um dia, ela foi buscar o automóvel e ele perguntou se minha mãe conhecia o site em questão. Ela disse que não, então o proprietário disse que tinha visto o meu perfil em um site pornográfico e passou o endereço para ela ver o que era”, explicou Laís ao site G1.

A jovem diz que o seu maior medo ao descobrir os perfis foi o de que não acreditassem nela. Entretanto, tanto os pais quanto o irmão e o namorado da jovem se uniram para remover as páginas. Mesmo após a criação de um perfil para realização da solicitação, as imagens ainda permaneceram no ar em um deles e a família se viu obrigada a buscar aconselhamento jurídico.

(Fonte da imagem: Reprodução/A Tribuna)

Início da luta

Aconselhada pelo advogado José Roberto Chiarella, especialista em Direito Digital, a família fez um registro em cartório para informar que a criação dos perfis não foi feita pela jovem. Após pagar uma taxa de quase R$ 400, o advogado consultou um especialista em informática e descobriu que o site em questão está hospedado no Texas, Estados Unidos.

“Não consigo imaginar quem tenha sido. Infelizmente, a gente suspeita de todo mundo nessa hora. O fato é que alguém fez isso de propósito. Quem pegou não foi de bobinho. Acho que foi premeditado”, desabafou Laís.

O advogado diz que as investigações continuam e, assim que o responsável for identificado, o caso será levado para a esfera cível. Quanto ao site, o profissional comentou que não pode culpá-los, e a equipe que mantém a página informou que só pode enviar as informações de acesso sob ordem judicial ou requisição por parte da polícia.

“A ideia é punir a pessoa, para que isso não se repita. O advogado me falou e eu e a minha família concordamos que o melhor seria entrar com uma ação cível. O brasileiro só sente quando dói no bolso. Quero que o responsável pague pelo que me fez passar”, concluiu a jovem.

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