A Meta anunciou, nesta quarta-feira (26), uma série de mudanças em suas redes sociais para reforçar a proteção de adolescentes, incluindo limites rigorosos de tempo que não podem ser desativados sem autorização dos pais, e convidou YouTube e TikTok para participar dos esforços. A ação só acontece após a companhia de Mark Zuckerberg fazer um acordo de US$ 16,7 bilhões (aproximadamente R$ 86,3 bilhões) em um processo no qual era acusada de prejuízos contra a saúde mental, a autoestima e o bem-estar de crianças e adolescentes
As novas regras começarão a valer em breve, nos Estados Unidos. A Meta ainda não confirmou, porém, se as mesmas medidas serão aplicadas em outros países e regiões. O YouTube, por sua vez, disse que não comentará o caso. Contatado pelo TecMundo, o TikTok ainda não se posicionou.
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Essas alterações fazem parte do acordo entre a dona do Instagram e do Facebook e procuradores-gerais dos EUA para encerrar o julgamento em que a empresa era acusada de causar prejuízos à saúde mental de jovens.
A big tech também concordou em pagar multa de US$ 16,7 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 83 bilhões pela cotação do dia, quantia que será direcionada para financiar iniciativas de segurança digital.
O que muda nas redes sociais da Meta?
De acordo com a big tech, novas proteções e controles mais rigorosos para os pais serão aplicadas automaticamente aos usuários menores de 18 anos no Instagram e no Facebook. As mudanças incluem:
- Limite diário de duas horas para as redes sociais, cumulativo no Facebook e no Instagram, que exige autorização dos pais para ser modificado;
- Bloqueio de acesso às plataformas entre meia-noite e 6h da manhã com o “Modo Noturno”;
- Notificações silenciadas por padrão entre as 8h e as 15h com o “Modo Escola”;
- Alertas enviados a cada 15 minutos de uso contínuo e quando a utilização diária alcançar 60 e 90 minutos;
- Possibilidade de escolha de um feed que não seja controlado pelo algoritmo da empresa;
- Disponibilidade de botão para desativar a reprodução automática de vídeos;
- Ocultação do número de curtidas e reações nas contas de adolescentes, que também não poderão vê-las nos perfis de outras pessoas;
- Desativação de filtros de cirurgia plástica e maquiagem extrema para edição de imagens postadas;
- Aprimoramento das tecnologias para identificar e remover contas de usuários menores de 13 anos e para detectar perfis na faixa etária entre 13 e 17 anos, direcionando conteúdos adequados para eles;
- Restrições de conteúdos apropriados para cada faixa etária;
- Manutenção das práticas atuais de restringir o contato de adultos potencialmente suspeitos com adolescentes;
- Continuidade das ferramentas de denúncia de conteúdos prejudiciais;
- Reforço nos controles parentais, incentivando pais e responsáveis a configurar os recursos de supervisão de uso do Facebook e do Instagram.
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A gigante da tecnologia informou que as mudanças entrarão a vigor assim que houver a homologação do acordo judicial, passando a valer nos estados e territórios dos EUA. A maioria delas tem validade de 10 anos.
Convite para TikTok e YouTube
Em carta aberta, a Meta convidou outras plataformas para participar dos esforços de proteção para adolescentes na internet, principalmente TikTok e YouTube. No documento, ela propõe a adoção de medidas como limite diário de duas horas, modo noturno, modo escola, alertas de uso contínuo e novos controles de supervisão parental.
“Queremos garantir que os adolescentes se beneficiem desse novo padrão da indústria, mas não podemos fazer isso sozinhos. Essas proteções só serão realmente eficazes se trabalharmos com nossos pares – TikTok e YouTube – para implementar as mesmas medidas”, escreveu a Meta.
Até o momento as duas plataformas citadas não responderam ao convite para se juntar à empresa liderada por Mark Zuckerberg.
Confira mais detalhes sobre o acordo que encerrou o julgamento da Meta nesta matéria.
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