Facebook “destrói democracia e relações humanas”: ex-assessora de Jobs

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Durante a conferência de tecnologia da CogX, Joanna Hoffman, ex-assessora de Steve Jobs, e mulher que já foi a pessoa mais próxima do cofundador da Apple, não mediu suas palavras ao se referir à atitude que o Facebook tomou em relação a duas publicações recentes do presidente americano, Donald Trump.

Entre os comentários de Hoffman, ela disse respeitar o patamar atingido pelo Facebook nos dias de hoje. Contudo, ela detonou a rede social ao afirmar que “eles estão destruindo o próprio tecido da democracia, destruindo o próprio tecido das relações humanas e vendendo uma droga viciante chamada raiva".

As postagens de Trump

Há algumas semanas, Trump postou que o voto à distância pode resultar em fraude nas eleições. Em outra ocasião, ele emitiu opinião sobre os protestos antirracistas que estavam ocorrendo nos EUA, e terminou sua publicação com a expressão “quando os saques começam, os tiros começam”.

Joanna Hoffman. (Fonte: 9To5Mac/Reprodução)Joanna Hoffman. (Fonte: 9To5Mac/Reprodução)Fonte:  9To5Mac 

No Twitter, as publicações do presidente ganharam avisos para alertar os usuários sobre seu conteúdo: a primeira recebeu uma marca de checagem de fatos, declarando a informação sobre o voto à distância como inverídica; já a segunda publicação, recebeu um aviso dizendo que a postagem glorificava a violência.

Enquanto isso, o Facebook agiu como se nada estivesse acontecendo, e as publicações de Trump passaram sem nenhum tipo de censura. Devido a essa atitude, o Facebook foi duramente criticado, inclusive por funcionários seniores da companhia.

Em resposta, Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, disse não concordar com a visão de Trump, porém, não deu uma explicação plausível sobre as publicações não terem sido alertadas como conteúdo inadequado.

Essa atitude do bilionário levou Hoffman a declarar que, “ou os líderes das empresas de tecnologia dos dias de hoje são notavelmente ignorantes, ou essas atitudes são motivadas por razões mais sombrias do que parecem”.

Hoffman ainda disse que o ódio é viciante, e que pessoas podem ser atraídas e mantidas engajadas em uma plataforma que não tenta se contrapor a esse comportamento.

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