Twitter exclui perfis que satirizavam jornalistas e políticos brasileiros

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O Twitter removeu nesta quarta-feira (9) uma série de contas que satirizavam jornalistas, personalidades e políticos brasileiros. Os perfis em questão postavam notícias verdadeiras e faziam comentários e piadas sobre fatos atuais do país, muitas vezes com nomes semelhantes aos das pessoas satirizadas e, em alguns casos, usando a mesma foto e descrição do perfil.

A remoção não foi confirmada pela rede social, mas usuários responsáveis pelas contas removidas publicaram sobre o caso na própria plataforma. Eles acusam o Twitter de censura usando hastags como #SátiraNãoÉFake, #CensuraDasParódiasNoTwitter e #CensuraDoTwitter. Como a maioria das contas excluídas é de direita, algumas pessoas defendem que o caso se trata de perseguição política.

Entre os veículos e jornalistas satirizados estavam nomes como UOL Notícias, Estadão, Jornal Nacional, Globo News, Mídia Ninja e Jovem Pam; já entre políticos e jornalistas estavam Reinaldo Azevedo, Alexandre Garcia, Lauro Jardim, Miriam Leitão e o presidente Jair Bolsonaro.

O presidente recém-empossado, aliás, era não apenas “homenageado” com uma sátira como também seguia alguns dos perfis removidos — o administrador do perfil que satirizada o site do Estadão afirmou ao próprio jornal paulista que Bolsonaro havia seguido a página pouco antes

Twitter explica

Segundo o Twitter, por trás das remoções de perfis falsos e que podem levar as pessoas ao erro esta a ideia de proteger a experiência do usuário.

“No intuito de proteger a experiência e a segurança das pessoas que utilizam a plataforma, o Twitter tem regras que estabelecem os conteúdos e comportamentos que permitimos. Quando tomamos conhecimento de potenciais violações a essas regras, como conduta de spam ou evasão de suspensão, fazemos uma análise e adotamos as medidas cabíveis de acordo com nossas regras e termos de serviço”, afirmou a empresa em nota.

As regras do Twitter também esclarecem que é considerado ilegal dentro da plataforma quaisquer “interações e comportamentos automatizados de uma conta, bem como tentativas de iludir ou enganar as pessoas”. Ou seja, a possível interpretação da rede é de que tais perfis, que muitas vezes usavam um emoji de ciclone na tentativa de "simular" o selo de conta verificada, não apenas faziam humor, mas tentavam ludibriar os demais usuários.

Alguns perfins continuam ativos

Apesar das remoções acusadas nesta quarta-feira, muitos perfis que satirizam figuras como Ricardo Boechat, Felipe Neto, Jorge Pontual e Andréia Sadi e os veículos G1 e O Globo continuam funcionando normalmente — muitos deles com o emoji do ciclone "simulando" o selo de conta verificada.

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