Mark Zuckerberg vem sendo criticado e até mesmo pressionado a deixar o comando do Facebook porque muitos consideram a crise de confiança vivida pela empresa como resultado de suas ações ou omissões. O principal criador e executivo da rede, entretanto, não tem qualquer intenção de abandonar a chefia da companhia.

Em entrevista à CNN Business, Zuckerberg falou de forma direta que “esse não é o plano”. “Eu não vou fazer isso para sempre, mas atualmente eu não penso que isso faça sentido”, emendou o executivo.

A conversa girou em torno das recentes críticas recebidas pela empresa, especialmente a de uma reportagem da semana passada publicada pelo New York Times (NYT). O jornal afirmou que o Facebook sabia da possível interferência russa nas eleições de 2016 nos Estados Unidos e ignorou isso deliberadamente.

De modo geral, tratando de todos os recentes problemas dos quais o Facebook é acusado, como o escândalo da Cambridge Analytica e questões envolvendo o modelo de negócios da rede baseado em anúncios, Zuckerberg assumiu que eles existem, mas defendeu um outro ponto de vista a seu respeito.

Para ele, “muitas das críticas em torno das maiores questões têm sido justas”, mas é justo ressaltar a possibilidade de “termos uma visão de mundo diferente de algumas das pessoas que estão nos cobrindo [na imprensa].”

“Há grandes questões, e eu não estou tentando dizer que não, mas penso que, às vezes, você não pode assumir que a opinião de algumas coberturas é tudo o que há e também nem acho que isso seja correto”, continuou o criador do Facebook.

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