O Facebook anunciou hoje (22) a remoção de uma rede de páginas e perfis acusados de violar políticas de autenticidade e spam da rede social. De acordo com comunicado divulgado pela empresa, foram excluídas 68 páginas e 43 contas responsáveis por espalhar spam e criar perfis falsos dentro da plataforma. A rede em questão pertencia ao grupo brasileiro Raposo Fernandes Associados (RFA).

“Remover comportamentos que violem os nossos Padrões da Comunidade é um trabalho contínuo, e estamos atuando arduamente para garantir a integridade da plataforma, com especial atenção em períodos eleitorais”, destaca o Facebook.

FacebookAlgumas das páginas removidas do Facebook por violar políticas de autenticidade e spam da rede social. (Fonte: Facebook)

De acordo com a empresa, os responsáveis pela rede criaram páginas usando perfis falsos ou diversas contas com o mesmo nome, o que fere a política de utilização da plataforma. Tais páginas eram usadas para publicar uma série de artigos caça-cliques que visavam levar pessoas para sites fora da rede social. Esses sites estão repletos de anúncios e têm pouco conteúdo, funcionando como “fazendas de anúncios”.

“Nós baseamos nossa decisão de remover essas Páginas pelo comportamento delas — como o fato de que estavam usando contas falsas e repetidamente publicando spam —, e não pelo conteúdo que estavam postando”, explica a rede social.

Sensacionalismo político

O Facebook destaca, ainda, que vem crescendo a quantidade de “conteúdo sensacionalista político — de todos os espectros ideológicos” espalhado via spam a fim de gerar tráfego para páginas externas à rede. A RFA, revela o Estadão, estava por trás da maior rede de apoio ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) no Facebook.

A investigação da RFA e sua consequente exclusão por parte do Facebook se deu após denúncia feita pelo jornal. Segundo a publicação, a rede pró-Bolsonaro cresceu graças ao apoio de figuras públicas conservadoras como Alexandre Frota e Marcello Reis, da página Revoltados Online e gerou 12,6 milhões de interações apenas entre a metade de setembro e a metade de outubro deste ano.

Tal engajamento é maior do que de páginas como a de Neymar e Madonna, que tiveram 1,1 milhão e 442,5 mil interações, respectivamente, no mesmo período.

Na última semana, o jornal Folha de S.Paulo revelou a existência de uma suposta rede pró-Bolsonaro de R$ 12 milhões bancada por empresários para difamar o PT pelo WhatsApp. O caso já vem sendo investigado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pela Polícia Federal (PF).

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