Após uma decisão judicial, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi obrigado a desbloquear 41 usuários do Twitter que estavam impedidos de ver os tweets publicados pelo chefe de Estado na rede social.

O caso começou em maio, quando o Instituto Knight pela Primeira Emenda da Universidade de Columbia ganhou uma ação movida contra Trump. Na ocasião, a juíza federal responsável pelo caso afirmou que o Twitter de Trump pode ser considerado um “fórum público” e pessoas bloqueadas por ele teriam seus direitos comprometidos ao não poder ler o que o presidente publica na plataforma.

Após a decisão, algumas contas foram desbloqueadas pelo perfil de Donald Trump, mas muitas outras permaneceram impedidas de ver os tweets dele. Por causa disso, o Instituto Knight enviou uma carta ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos com uma lista de 41 perfis que ainda estavam bloqueados pelo presidente. Nesta terça-feira (28) todas essas contas foram desbloqueadas.

“Conseguimos, pessoal! Vencemos o processo! Finalmente fomos desbloqueados por Donald Trump!”, tuitou o jornalista Jules Suzdaltsev. O Departamente de Justiça chegou a questionar a decisão, afirmando que Trump utiliza a rede social em âmbito pessoal e tem autonomia para controlar sua conta, que não é controlada pelo governo.

A juíza discordou do argumento, mas deixou claro que Trump ainda pode utilizar a função de “silenciar” do Twitter caso não queira ler as críticas que são direcionadas a ele na rede social. O problema estaria justamente em impedir cidadãos americanos de ler o conteúdo das mensagens, já que o perfil de Trump costuma ser utilizado como meio de comunicação oficial para anunciar medidas de seu governo.

Apesar disso, apenas as contas que estavam na lista do Instituto Knight parecem ter sido desbloqueadas. É possível que outros usuários entrem em contato com o Departamento de Justiça do país para conseguir o mesmo feito.