No final de maio, uma juíza federal dos Estados Unidos determinou que o presidente daquele país não poderia mais bloquear pessoas no Twitter. Citando a primeira emenda, a magistrada qualificou o Twitter como uma espécie de fórum público e que, ao serem bloqueados e ficarem privados das mensagens publicadas pelo mandatário estadunidense, os cidadãos teriam violado um de seus direitos constitucionais.

Na época, um porta-voz do Departamento de Justiça (DOJ) já havia afirmado que a administração Trump discordava da decisão e considerava “os próximos passos”, que acabam de ser divulgados. Segundo a Reuters, o DOJ anunciou ontem (4) que entrará com um recurso na Justiça Federal dos Estados Unidos para tentar reverter a decisão do mês passado.

Desde que a sentença foi anunciada pela juíza Naomi Reice Buchwald, em 23 de maio, Donald Trump acatou a decisão e chegou a desbloquear uma série de pessoas que haviam sido impedidas de ver e interagir com as suas publicações no Twitter.

A decisão da magistrada veio após uma ação movida pelo Knight First Amendment Institute, da Universidade de Columbia, junto de diversos usuários do Twitter que haviam sido bloqueados por Trump. Além de seguidores anônimos, figuras conhecidas, como os escritores Stephen King e Anne Rice, também haviam sido bloqueados pelo presidente dos EUA na plataforma.