Todos sabemos como as fake news podem ser prejudiciais e levar as pessoas ao compartilhamento de inverdades e aos julgamentos equivocados. Isso se torna particularmente mais perigoso quando as mensagens se tornam desafios ou palavras de ódio, capazes de incitar uma comunidade inteira a linchar uma pessoa, por exemplo. O WhatsApp costuma ser uma plataforma popular para a disseminação desse conteúdo e prometeu desenvolver mais ferramentas para combater essas “mensagens sinistras”.

Neste ano, houve pelo menos 13 casos de espancamentos e linchamentos na Índia por conta de notícias falsas em mensagens compartilhadas via WhatsApp

Foi assim que o ministro da Tecnologia da Informação da Índia, Ravi Shankar Prasad, classificou o material que levanta a ira público por meio de circulação em massa nas redes sociais. Ele esteve reunido hoje (21) em Nova Délhi com o presidente-executivo do WhatsApp, Chris Daniels, que fez a promessa de disponibilizar maneiras de rastrear notícias e discursos falsos. Neste ano, isso foi responsável por uma série de espancamentos no país — no dia 1º de julho, cinco homens apanharam até morte devido a um rumor sobre abuso de crianças.

“Não é preciso ciência de foguetes para localizar uma mensagem”, criticou Prasad. A Índia é o maior  mercado do WhatsApp, com mais de 200 milhões de usuários, e é onde há maior encaminhamento de fotografias, textos e vídeos. A preocupação com a má utilização do comunicador instantâneo é tão grande que no mês passado a companhia adiantou uma restrição no encaminhamento de mensagens, para cinco abas de chats por vez, seja entre indivíduos ou grupos, e a remoção do botão para rápido encaminhamento que fica ao lado de conteúdo da mídia.

índiaMinistro de Tecnologia da Informação da Índia, Ravi Shankar Prasad

O ministro adiantou que o WhatsApp também vem trabalhando com agências policiais para lidar com os problemas e planeja uma grande campanha de educação sobre as mensagens falsas. Há uma grande preocupação de que partidos políticos possam usar o app no período que antecede as eleições nacionais na Índia em 2019.

É claro que se essas iniciativas renderem bons resultados por lá, é bem possível que também sejam aplicadas em outras regiões e países. Uma porta-voz do Facebook na Índia foi procurada pela Reuters, mas não respondeu a um pedido de comentário.

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