Mark Zuckerberg, diretor executivo do Facebook, vai mesmo testemunhar no Congresso dos Estados Unidos para falar sobre o uso indevido de dados da rede social pela empresa de consultoria Cambridge Analytica em campanhas políticas. A informação foi confirmada pelas redes CNN e Bloomberg.

O testemunho deve acontecer em abril diante do Comitê de Energia e Comércio da Casa. Em uma entrevista anterior, Zuckerberg já tinha se mostrado aberto tanto à ideia de responder perguntas do Congresso como a uma possível regulamentação do Facebook. O criador da maior rede social do mundo também foi chamado para falar no Parlamento do Reino Unido, mas recusou o pedido.

Mais uma empresa pode ter acessado os dados

A ida de Zuckerberg ao Congresso foi confirmada no mesmo dia em que mais uma empresa foi acusada de ter utilizado dados do Facebook durante as eleições americanas de 2016. A nova informação foi dada por Christopher Wylie, ex-funcionário da Cambridge Analytica, e envolve a companhia canadense AggregateIQ. Wylie falou sobre o caso em depoimento para a investigação do Parlamento Britânico.

De acordo com ele, a empresa criou um programa chamado Ripon — mesmo nome da cidade na qual o Partido Republicano foi fundado em 1854 — que usava as informações da rede social para criar uma base de dados sobre os eleitores. Essas informações poderiam ser utilizadas para atividades como realização de pesquisas e direcionamento de publicidade.

A AggregateIQ não respondeu às novas acusações, mas já havia dito que não tinha nenhuma relação com a Cambridge Analytica. Por sua vez, a Cambridge Analytica diz nunca ter compartilhado os dados que coletou indevidamente com a companhia canadense.

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