No começo deste mês, a conta de Twitter de Donald Trump ficou fora do ar durante 11 minutos. A plataforma logo anunciou que, após uma rápida investigação, descobriu que o problema havia partido de dentro da própria empresa. Um funcionário aproveitou seu último dia para aprontar com o presidente estadunidense. Mas quem seria essa pessoa? O TechCrunch mergulhou na história e conseguiu encontrar o cara na Alemanha: Bahtiyar Duysak, um turco com pouco mais de 20 anos.

Duysak afirma que não invadiu nenhuma conta e tinha poder para desligar a conta de Trump

Ele disse que trabalhou no Twitter na área de suporte ao cliente da divisão Confiança & Segurança, responsável por analisar o comportamento inadequado de usuários na plataforma. Em seus últimos momentos na empresa, resolveu extravasar alguns maus bocados que passou nos Estados Unidos tirando do ar a palavras do comandante do país.

Ao fechar o computador e deixar sua mesa, contudo, ele afirmou que não sabia se realmente teria êxito, o que abre até o questionamento sobre a participação de outra pessoa — alguém que também tivesse interesse nisso. Duysak mostrou-se arrependido. “Tive momentos conturbados na América. Algumas vezes, estava cansado. E todo mundo pode cometer erros. Eu cometi um erro.”

twitter trump

Entretanto, ele afirma não ter invadido nenhum registro. “Não hackeei ninguém. Não fiz nada que eu não tivesse autoridade.” Essa declaração não pegou muito bem para a rede social, já que muita gente pode questionar como um empregado temporário — que deixaria o território em um período preestabelecido devido aos vistos de estudo e trabalho — teria poder para silenciar o chefe do governo.

Perseguição da mídia foi pior do que a das autoridades

Logo depois de realizar tal feito, Duysak disse ter entrado em pânico ao falar com uma moça que ele mal conhecia. Ela disse que alguém entrou em contato perguntando sobre o rapaz e chegou a citar o envolvimento no desligamento da conta de Trump. Foi quando caiu a ficha e todo o noticiário já estava falando sobre isso.

Duysak passou a ser perseguido por jornalistas e precisou se afastar momentaneamente da família e dos amigos, para evitar o assédio. Ele afirmou que nem mesmo as autoridades chegaram a incomodá-lo — O FBI, por exemplo, não está no seu encalço. Agora, diz que quer mesmo é deixar isso para trás.

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“Quero ter uma vida normal, sem ter que fugir da mídia. Quero poder falar com meus vizinhos e amigos. Tive que deletar centenas de amigos e muitas fotos, porque os repórteres estavam me seguindo”, comentou. “Mas eu amo o Twitter. E eu amo a América”, complementou.

Twitter diz ter aumentado a segurança

A maior lição aprendida pelo Twitter com esse episódio foi que é preciso estar sempre atento às medidas de segurança, especialmente com relação às contas mais visadas. O CEO Jack Dorsey admitiu as falhas e afirmou que a plataforma já passou melhorar esse setor.

“Implementamos proteções para prevenir que isso que venha a acontecer novamente. Não poderemos compartilhar todos os detalhes de nossa investigação interna ou as atualizações de medidas de segurança, mas levamos isso a sério e nossas equipes estão atentas a respeito.”

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